Gás sai do lixo

Ambiente em Ribeirão Licitação para exploração do biogás de aterro será feita em forma de leilão, diz Gilberto Abreu (PV)

GUTO SILVEIRA
Gazeta de Ribeirão
antonio.silveira@gazetaderibeirao.com.br

A licitação para a exploração de biogás do aterro sanitário da rodovia Mário Donegá deve ser feita em forma de leilão. O projeto de lei a ser apresentado pelo vereador Gilberto Abreu (PV) estipulará um percentual mínino de pagamento à Prefeitura. A partir desse percentual, vence a empresa que pagar mais.

O assunto será discutido hoje em uma reunião no auditório do Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto (Daerp), com a participação do engenheiro e consultor ambiental Ricardo Rodrigues da Costa, autor de um estudo sobre a exploração do aterro.

A intenção agora é atualizar o estudo para a elaboração de um edital de licitação para contratar o projeto de aproveitamento do gás. Depois será feita outra licitação, para a exploração. Após a licitação do primeiro projeto, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) já pode emitir a licença de exploração.

Entre uma licitação e outra a Câmara deve votar novo projeto sobre o assunto. “Vamos discutir qual a proporção de participação que possa atrair empresas dispostas a investir”, disse Gilberto Abreu.

Atualmente existe uma lei que estabelece 80% de recursos para a Prefeitura e 20% para a empresa interessada em explorar o aterro sanitário. Mas a Câmara aprovou outro projeto estipulando em 50% para cada uma das partes. A prefeita vetou o projeto alegando renúncia de receita.

Segundo o engenheiro Ricardo Rodrigues, pelo levantamento feito no ano passado, o aterro sanitário de Ribeirão tem condições de receber uma estação com capacidade de produzir 1,5 Mw/hora, o que daria, em média, para abastecer cerca de 3 mil famílias de classe média, com até quatro pessoas.

“Para uma estação desse porte, o investimento inicial seria de aproximadamente US$ 3,5 milhões, com uma despesa anual de US$ 150 mil”, disse Ricardo. O prazo do retorno está estimado em quatro anos e a durabilidade da exploração não é longa. “Em sete ou oito anos se retira até 75% do biogás”, afirmou.

Incertezas afastam os investidores

As incertezas e os riscos financeiros têm afugentado investidores. Atualmente, apenas dois aterros de São Paulo, o São João e o Bandeirantes, têm exploração de biogás para geração de energia elétrica. O Bandeirantes começou a funcionar apenas neste ano. Além da exigência de capital considerável, Ricardo Costa explicou que ainda falta muito conhecimento e pessoas capacitadas para o desenvolvimento de projetos de exploração do biogás. Há ainda a dificuldade para se estimar a quantidade de gás existente nos aterros sanitários. “Hoje o cálculo é feito por modelagem matemática, que inclui vários fatores e o percentual de erro é muito pequeno, embora não seja exato.” (GS)

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