Fornecedores do governo afirmam que estão no limite

A decisão da governadora Rosalba Ciarlini de declarar moratória não foi bem aceita pelos fornecedores do Governo. Acumulando atrasos de até três meses, os empresários justificam que estão “no limite” devido ao débito acumulado pela administração estadual. Sílvio Romero fornece alimentação para os restaurantes populares de Ceará-Mirim e Extremoz. Nesse último, o atraso é de três meses. Já no de Ceará-Mirim o débito é dos meses de novembro e dezembro. O empresário estima que a dívida do Governo com os 24 restaurantes populares é de R$ 7 milhões. Os empresários farão uma reunião para definir estratégia de buscar a nova gestão.

“Vamos nos reunir e depois procurar o Governo e ouvir a intenção. A dificuldade nossa hoje é muito grande. Assumimos compromissos com os nossos fornecedores”, destacou. Sílvio Romero relatou que os fornecedores dos restaurantes populares não têm como ficar por muito tempo com esse débito. “E o que nos preocupa é porque o orçamento só deve abrir em fevereiro ou março, é mais um atraso para gente”, comentou o empresário.

Em de tom de denúncia, ele afirmou que o Governo Iberê chegou a empenhar todos os valores para o pagamento aos restaurantes populares. “O que nos deixou tristes foi porque o Governo fez todos os empenhos, o dinheiro estava assegurado para ser liquidado no exercício, mas foi cancelado. Ele (o Governo Iberê) cancelou o empenho e desviou os recursos para outra finalidade”, destacou o Sílvio Romero.

Situação delicada também vivem os produtores de leite que fornecem para o Programa do Leite do Governo do Estado. As dívidas já chegam a R$ 10 milhões, em um débito acumulado dos meses de outubro e novembro. O mês de dezembro não chega ser incluído porque ele já foi firmado como uma nova licitação na Emater, órgão ao qual o Programa do Leite está ligado.

“Estão abertos a segunda quinzena de outubro e o mês de novembro. Estamos em um difícil período de estiagem e já estamos com um atraso muito grande. O Governo Iberê foi de constantes atrasos, não temos mais como esperar”, disse Liranir de Oliveira Dantas, fornecedor de leite para o Governo do Estado e presidente do Sinproleite (Sindicato dos Produtores de Leite, Carne e Derivados do RN).

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