Força tarefa traça 10 metas emergenciais no Anel Rodoviário.

Flávia Ayer – Estado de Minas

Diante do anúncio de calamidade pública, burocracia e inoperância começaram a se afastar do caminho do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. Força-tarefa formada por órgãos municipais, estaduais e federais definiu na quinta-feira, em reunião na Prefeitura de BH, plano com 10 metas emergenciais para frear estatísticas trágicas que ameaçam os motoristas que trafegam pelo trecho de 26,5 quilômetros. Nos últimos três anos, foram pelo menos 91 mortes e 3 mil feridos em 7 mil acidentes. Nesta sexta-feira, dossiê completo sobre a via será enviado ao Ministério da Integração Nacional, que avaliará o decreto de calamidade pública assinado pelo prefeito Márcio Lacerda (PSB) no dia 16 e já homologado pelo governador Aécio Neves (PSDB).

As ações definidas, da operação de 13 radares ao reforço policial, serão postas em prática a partir desta sexta-feira a até, no máximo, 30 dias. “Na quarta-feira, visitamos o Anel Rodoviário e detectamos pontos críticos. A partir disso, estabelecemos ações que os órgãos se comprometeram a implantar”, afirmou o secretário de Segurança Urbana e Patrimonial da PBH, Genedempsey Bicalho Cruz. De imediato, a Polícia Militar de Minas Gerais vai destacar 77 homens para reforçar o patrulhamento da rodovia. Com isso, 129 policiais em 13 viaturas vão coibir a ação de motoristas infratores. Na quinta-feira mesmo, o tenente Geraldo Donizete, da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), levou o efetivo extra para conhecer o trecho e seus pontos críticos.

Participe no Blog do Benny: BHTrans começa a multar na Av. Nossa Senhora do Carmo e velocidade máxima no Anel vai baixar.

Também serão instaladas duas bases da PM ao longo da rodovia, uma na altura do Bairro Olhos D’água, no Barreiro, e outro no Gorduras, na Região Nordeste. Além disso, a PMRv começa a operar nesta sexta-feira mais três radares móveis no Anel. Já o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) se compromete a religar um painel de mensagens, já instalado no trecho. O equipamento será usado pela polícia, com objetivo de alertar condutores sobre perigos na pista e veicular frases de educação no trânsito.

Para evitar a obstrução da via, a BHTrans, empresa que gerencia o trânsito na capital, vai pôr à disposição um guincho, antes usado apenas em vias urbanas. A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), em parceria com a Cemig, vai ligar novamente dois pontos de iluminação, nos trevos com o Viaduto São Francisco, no bairro de mesmo nome, na Região da Pampulha, e com a Avenida Cristiano Machado, no Bairro São Paulo, Região Nordeste. Um terceiro ponto está em estudo.

Reforço

Em 10 dias, o Dnit promete reforçar a sinalização nas pistas, onde faltam placas e alertas. “As melhorias consistem basicamente na substituição de placas danificadas ou roubadas e o reforço nos seis primeiros quilômetros do anel”, explica o superintendente regional do órgão em Minas Gerais, Sebastião Donizete de Souza. Segundo ele, nesse trecho, que vai do Bairro Olhos D’água ao Betânia, a velocidade máxima será reduzida de 80 para 70km/h. Para aumentar a segurança dos passageiros que embarcam ou desembarcam no Anel Rodoviário, a BHTrans vai rever a localização de pontos de ônibus. Neste caso, o prazo para a implantação das mudanças é de 15 dias.

Outra medida a cargo do Dnit é a reativação de 10 radares fixos, em 30 dias. O desligamento de todas as lombadas eletrônicas da via, desde novembro de 2007, foi, inclusive, um dos motivos que levou ao anúncio de calamidade pública. De acordo com o superintendente, o extrato de dispensa de licitação, medida usada para apressar o processo, será publicado no Diário Oficial da União. “A partir da próxima semana, a empresa contratada vai iniciar as visitas a campo. Provavelmente, será necessário reparar alguns equipamentos e fazer a manutenção de sensores no pavimento. Depois dessa etapa, são feitos testes e, na sequência, a aferição pelo Inmetro”, esclarece Donizete.

Sugerida pelo prefeito Márcio Lacerda, a criação de áreas de escape, com caixas de brita nas laterais da rodovia para conter veículos desgovernados, ficou de fora das ações emergenciais, assim como a instalação de barreiras contra travessia de pedestres próximo às passarelas. Segundo Bicalho, são medidas que exigem maior estudo e verba. “Pretendemos buscar recursos federais para aplicar na via.” A força-tarefa do Anel Rodoviário volta a se encontrar em 15 dias para avaliar o resultados das primeiras ações.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

    Pesquise as licitações no seu segmento agora

    Preencha seus dados para concluir a pesquisa

    Confira quantas oportunidades de venda existem no momento.
    Digite nome, e-mail e telefone para ver os resultados.





    Oportunidades de negócio esperando por você

    Aproveite o nosso período de teste gratuito e tenha sucesso no mercado de licitações.

    Licitações e dispensas