Flávio Dino cogita fazer auditoria nas contas e licitações do governo Roseana

Coordenador da equipe de transição de Flávio Dino disse que auditoria pode ser realizada a partir de janeiro.

O deputado estadual Marcelo Tavares, coordenador da equipe de transição de Flávio Dino (PCdoB), apontou duas dificuldades que o governador eleito do Maranhão terá ao assumir o comando do Executivo, a partir de 1º de janeiro. “O endividamento que o Estado tem hoje é altíssimo e as obras não concluídas, que são muitas, merecem a atenção do próximo governador”, disse, durante entrevista à TV Brasil, na manhã desta segunda-feira (20).
Para ele, esses dois pontos são essenciais para conhecimento real da máquina pública e planejamento das ações que serão desenvolvidas na gestão de Flávio Dino.
Na primeira reunião com a atual chefe da Casa Civil, realizada na semana passada, Tavares solicitou informações a respeito do Estado, sobretudo relacionadas ao equilíbrio financeiro.
Durante a entrevista, Marcelo Tavares não descartou a realização de uma auditoria nas licitações, contratos em andamento e gastos em geral do governo de Roseana Sarney. “O que queremos neste momento é ter informações necessárias para fazer a máquina pública funcionar bem a partir de janeiro”, esclareceu Tavares, que assumirá a Casa Civil do governo maranhense a partir de janeiro.
De acordo com Marcelo, a Corregedoria, a Secretaria de Transparência e Controle, os tribunais de Contas e a própria Assembleia Legislativa poderão auditar atos da atual gestão se houver dúvida da aplicação do dinheiro público.
Orçamento para o sistema penitenciário
Sobre o orçamento previsto para 2015, Tavares afirmou que buscará alguns parlamentares para corrigir possíveis distorções no projeto.
O futuro secretário de Flávio Dino criticou, por exemplo, a redução de R$ 144 milhões para R$ 134 milhões nos repasses previstos para a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap).
Para Marcelo Tavares, a diminuição reflete o descaso do governo Roseana com a área, o que, segundo ele, teria gerado a crise na segurança pública do Estado, resultando em dezenas de assassinatos brutais dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas e numa sequência de ataques criminosos em São Luís.
“Daí a crise constante no sistema penitenciário, que acaba aumentando a violência fora dos presídios. Temos que tomar medidas urgentes, porque queremos a mudança do atual quadro de crise”, concluiu o parlamentar.

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