Ferrovias terão investimentos de R$ 71 bilhões até 2014.

Quase R$ 28 bilhões já estão direcionados para projetos aprovados; outros R$ 43 bilhões ainda estão em análise

Guido Orgis

O Brasil passa pelo maior ciclo de investimentos no setor ferroviário em sua história recente. Entre 2009 e 2014 devem ser investidos pelo menos R$ 71 bilhões na construção de novas linhas para transporte de carga, metrôs, trens urbanos e na compra de equipamentos. Para empresas paranaenses, essa onda de ampliação gera oportunidades para aumentar o fornecimento de serviços e materiais e, caso o estado seja rápido na viabilização de seus projetos, cria a chance para que haja um salto na qualidade do transporte local.

A cifra de R$ 71 bilhões leva em consideração R$ 27,7 bi­­lhões de investimentos públicos e privados em curso e R$ 43,6 bilhões de contratos previstos até 2014. “Boa parte desse valor é composto por obras para transporte de passageiros, em especial o trem de alta velocidade (TAV) que vai ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro”, explica Gerson Toller Gomes, especialista no setor e diretor da feira Negócios nos Trilhos e que compilou os projetos existentes no país.

A conta, porém, é bastante conservadora. No caso do TAV, Gomes levou em conta apenas um terço do investimento previsto de mais de R$ 35 bilhões, por entender que o projeto é de difícil execução. O governo federal prevê que a linha fique pronta em 2015, com a maior parte dos investimentos sendo feita até 2014. O cálculo também não levou em consideração alguns planos previstos para a Copa de 2014, como o metrô de Curitiba, orçado em R$ 2 bilhões, e obras que fazem parte do Programa de Ace­leração do Crescimento (PAC), como a Ferrovia Litorânea de Santa Catarina, cujo projeto está em fase de licitação e vai custar R$ 900 milhões. Com uma boa gestão, portanto, os investimentos podem ultrapassar os R$ 100 bilhões até o fim de 2014.

O especialista em logística Paulo Fleury, diretor do Ins­tituto de Logística e Supply Chain (Ilos) destaca três projetos como os mais importantes entre os já em andamento: a Trans­nordestina, que atravessa os estados de Pernambuco, Ceará e Piauí, a Norte-Sul, que vai ligar Goiás ao Maranhão, e a Leste-Oeste, que sairá do Sul da Bahia e vai se conectar à Norte-Sul. “Para uma malha que não crescia há 30 anos, é um passo enorme. Mas há muitos gargalos ainda a serem resolvidos para ganharmos competitividade”, diz.

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