Estrutura do prédio da estação é boa, comprovam engenheiros.

Nélson Gonçalves

A estrutura física do prédio da estação ferroviária de Bauru não apresenta problemas. Com esta conclusão, engenheiros convidados pelo JC para avaliar a construção comentam que o desafio para a Prefeitura de Bauru, que comprou o imóvel, será o de tentar reduzir os custos com a reforma e modernização do edifício.

A vistoria no imóvel a convite do JC, realizada na semana passada, contou com a presença dos engenheiros Emerson Crivelli (presidente da Assenag) e Ricardo Ramos da Rocha, acompanhados do secretário municipal de Obras, Eliseu Areco Neto, e sob o olhar atento do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). A administração já havia levantado as condições primárias do prédio, antes da operação de compra, formalizada por R$ 6,3 milhões com a transferência da escritura tendo sido formalizada pelo Sindicato dos Ferroviários na última semana.

“A estrutura do prédio está adequada e sem problemas. Não existem trincas ou indícios de deformações. A modernização e reforma terão como principais elementos os custos com a instalação elétrica e lógica, a adequação hidráulica, climatização e a recuperação ou troca de acabamentos, como piso e ajustes no telhado. A gare precisa de reparos na cobertura. Pode vir em outra etapa, mas também terá impacto considerável para a recuperação completa. Mas a estrutura está em boas condições”, posiciona Crivelli.

Ele reforça que já realizou estudo completo sobre as condições do local em projeto solicitado por uma empresa ligada a investidores de São Paulo, cujo projeto foi elaborado para a ocupação do prédio para divisões administrativas pela Caixa Econômica Federal (CEF). “A utilização pretendida pela prefeitura e um pavimento para Câmara, com suas peculiaridades, também será para serviços, de função administrativa. Assim, o básico da ocupação é igual ao projeto que elaborei. Portanto, a avaliação não é diferente do que já foi levantado em sua maior parte”, menciona Crivelli.

Ricardo Ramos ressalta que alguns elementos farão diferença na hora de definir o projeto. “Se a prefeitura optar por recuperar vitrais e móveis, terá acréscimos de valores em pontos específicos. Mas se a ocupação for mais racional, com aproveitamentos inclusive de boa parte de madeira nobre, de peroba, que está no piso, com incorporação de modernização com rede lógica, o custo final não difere do que já foi estudado”, complementa.

Na opinião do secretário municipal de Obras, Eliseu Areco, é necessário realizar ampla reforma no local, o que demanda elaboração de projeto. “Precisamos definir como os pavimentos serão utilizados e o que cada seção precisa, sendo a Educação, Saúde e Câmara. Acredito que o caminho mais racional é contratar o projeto e cada parte definir o que precisa. Depois, a administração vai definir o que será investido agora e o que pode ser feito ao longo do tempo. O projeto também vai apontar a patologia da obra – o que tem de tubulação e o que não tem, se existe algum comprometimento estrutural, quais são as soluções, projeto de adaptação -, ver quais são os setores, quais os tipos de rede de informática que vão utilizar, projeto de pára-raios, bombeiros. Isso é um projeto imenso. Vamos abrir licitação para contratar uma empresa e fazer esse levantamento”, opina o secretário. Agostinho sugere que o segundo piso sejaá aproveitado pela Câmara. “Aqui há um salão enorme. É mais de três vezes maior que o espaço atual e com amplas instalações para a área administrativa. Vamos perguntar à Camara o que eles preferem. A Educação e Saúde vão ocupar os outros pavimentos, sendo o térreo e o terceiro. A área da gare vai abrigar o espaço cultural e o Base da PM da Praça Machado de Mello vai vir para dentro do prédio. A praça será unificada ao prédio, com a eliminação da faixa de rua em frente ao prédio”, informa.

Na vistoria da semana passada, os engenheiros posicionaram que o sótão tem infiltrações em alguns pontos. “Mas isso já era esperado pelo tempo de exposição da área sem uso. Mas mesmo as madeiras da cobertura não apresentam sinais de podridão. Isso é muito positivo”, aponta Ramos.

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O levantamento

De acordo com o levantamento feito pela CEF no prédio da estação ferroviária, que em boa parte também estará no projeto da prefeitura, os principais serviços a serem realizados na reforma seriam limpeza geral com remoção de detritos, sobras de equipamentos ferroviários, demolição de paredes, adequação de área pra estacionamento, pisos e forros internos, retirada de todas as instalações elétricas e hidráulicas existentes, recuperação da cobertura da gare, substituição das telhas e reposição dos vidros, fechamento do vão entre os trilhos na cota da plataforma e construção de novas escadas e poços de elevadores, com aquisição de equipamentos novos.

Além disso, o local ainda exige construção de novos sanitários, layout das áreas principais como auditório, recuperação das fachadas, incluindo restauro ou substituição dos caixilhos existentes, e vidros. Ainda é preciso paisagismo básico em toda a área e outros pequenos itens de engenharia.

Somente para a readequação das instalações elétricas seriam necessários R$ 920 mil, para a utilização como escritório da CEF, além de R$ 770 mil de ar-condicionado. Isso a preços de há pouco mais de um ano.

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