Estrada do Rio até Paraty tem buracos e risco de deslizamento.

Gabriel Mascarenhas

As melhorias previstas para os 250 quilômetros que separam o Rio da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece desta quarta-feira a domingo no município da Costa Verde fluminense, estão longe de um final feliz. A Rodovia Rio-Santos tem trechos em obras, afundamentos no asfalto e, caso chova, como está previsto que aconteça até sábado, há risco de deslizamentos de terra, principalmente na altura de Angra dos Reis.

A duplicação do trecho de 26 quilômetros entre Santa Cruz, na Zona Oeste carioca, e Itacuruçá, na Costa Verde, já foi concluída, em dezembro. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), porém, ainda está finalizando o recapeamento dos últimos três quilômetros da pista antiga, até Itacuruçá. Falta também instalar cinco de 11 passarelas previstas no cronograma e também a barreira central.

Apesar das pendências e do atraso de sete meses na obra, o problema já foi maior. Hoje, o trecho Santa Cruz-Itacuruçá pode ser percorrido em até 20 minutos – antes da duplicação das pistas, levava-se até uma hora e 15 minutos. O próximo capítulo de melhorias é a segunda fase da duplicação: de Itacuruçá a Paraty. Técnicos do Dnit, em Brasília, estão analisando o projeto da obra, para autorizar a abertura de licitação e, em seguida, o início da intervenção. Não há previsão para as obras saírem do papel.

“Temos que rezar para não chover”, diz prefeito

O prefeito de Angra, Tuca Jordão, diz ter vistoriado os trabalhos na rodovia e reconhece os avanços, mas ainda considera o estado de conservação da via “muito ruim”.

– O Dnit está trabalhando, mas temos que rezar para não chover, para evitar deslizamentos. Há um trecho de pelo menos dois quilômetros em sistema de “pare e siga”, na altura de Conceição de Jacareí, além de problemas no asfalto em alguns pontos – criticou.

Em relação à queda de encostas, o ponto mais crítico, no quilômetro 455, em Angra, na altura do Condomínio Portogalo, vem passando por obras há três meses. O local é cenário constante de desmoronamentos. Superintendente regional do Dnit, Marcelo Cotrim diz, porém, que o risco real de novas ocorrências é mínimo.

– Não me atrevo a dizer que (o risco) é zero, mas retiramos as maiores pedras daquela encosta. Desde janeiro, fizemos obras emergenciais em 43 pontos da estrada. Concluímos os 70% que restavam da duplicação em sete meses. Já iniciamos o processo de licitação de recuperação do trecho entre Angra e a divisa com São Paulo, que não passa por obras há mais de 20 anos – adiantou Cotrim, que reconheceu que há pontos de afundamento do asfalto entre Angra e Paraty.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Pesquise as licitações no seu segmento agora

    Preencha seus dados para concluir a pesquisa

    Confira quantas oportunidades de venda existem no momento.
    Digite nome, e-mail e telefone para ver os resultados.





    Oportunidades de negócio esperando por você

    Aproveite o nosso período de teste gratuito e tenha sucesso no mercado de licitações.

    Licitações e dispensas