Estado pede paciência às prefeituras

Tarso falou sobre a polêmica do saneamento em seu pronunciamento na Expoagro
IGOR MÜLLER, ANA PAULA DE ANDRADE

O governador Tarso Genro (PT) aproveitou a presença de políticos de várias regiões do Estado na Expoagro Afubra na manhã de hoje para falar sobre a polêmica das licitações do saneamento básico que estão se multiplicando pelo interior. Várias prefeituras, incluindo a de Santa Cruz do Sul, estão definindo novas concessionárias para os serviços de água e esgoto sob alegação de que, nos últimos anos, os serviços da Corsan estão deixando a desejar. O governador repetiu o que já havia defendido nas últimas semanas: é favorável ao controle público dos serviços.

Tarso anunciou que o governo está tomando providências junto ao Banco Mundial para obter recursos e investir pesado, via Corsan, na área de saneamento básico. Ele admite que a maior explicação para os baixos índices de desenvolvimento humano do Rio Grande do Sul é a pequena estrutura de saneamento. “Ocupamos uma posição vergonhosa no ranking estadual”, lamenta. O governador disse que o Estado “quer recuperar a confiança dos prefeitos” e pediu que, os que puderem, esperem “mais um pouco”. “Entendemos que a Corsan pode melhorar e prestar um bom serviço”.

Em relação aos municípios que já estão avançando nas licitações, o que é o caso de Santa Cruz, Tarso disse que “respeitamos a decisão dessas prefeituras”. Ele disse que esse processo gera “rusgas e diferenças locais”, mas que precisam ser administradas. “O governo é favorável ao saneamento patrocinado e organizado por empresas públicas. Mas as prefeituras que pensam diferente precisam ser respeitadas. Elas não sofrerão nenhuma hostilidade por parte do Estado por agirem assim”, esclareceu.

A declaração foi uma resposta ao pedido feito pela prefeita Kelly Moraes (PTB) assim que Tarso Genro chegou ao parque da Expoagro. Ela e o deputado federal Sérgio Moraes (PTB) pediram que o governador deixasse claro seu respeito à posição das prefeituras depois que o secretário estadual de Habitação e Saneamento, Marcelo Frison, disse em entrevista à Rádio Gazeta AM que havia questões políticas na decisão de Santa Cruz licitar os serviços. “Disseram que haveria direcionamento político na nossa decisão e pedimos que o governador deixasse clara a posição do governo sobre isso. E ele confirmou aquilo que já havia dito, que respeita nossa decisão”, disse Kelly Moraes.

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