Estação ferroviária só será ocupada no ano que vem

Demora na reforma de prédio comprado pela prefeitura atrasa transferência de unidades municipais e da Câmara

Bruno Mestrinelli
Agência BOM DIA

A ocupação do prédio da estação ferroviária por unidades da prefeitura e pela Câmara só acontecerá em 2011. Isso porque, após atrasos no edital que vai contratar a projeto para a reforma do edifício, as obras só devem ser iniciadas entre o fim de novembro e o começo de dezembro.

A projeção inicial do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) era ter a primeira parte da reforma pronta ainda em dezembro, para que a Câmara já ocupasse a sua área na estação.

Porém, agora ele admite que isso não vai acontecer. “Eu quero que pelo menos as obras comecem este ano. Com o projeto em mãos, poderemos iniciar”, observa.

O prefeito ressaltou que a dificuldade para a elaboração da licitação deveu-se a detalhes importantes que foram acrescentados no processo. “Tem que detalhar tudo que a empresa tem que entregar para não ter problemas”, diz.

O prédio foi comprado pela prefeitura em 2009, por R$ 6,3 milhões, do Sindicato dos Ferroviários. Além da Câmara, as Secretarias de Saúde e Educação vão ocupar a estação ferroviária. Mas fica tudo para o ano que vem.

Pastor Luiz critica prefeitura
O presidente da Câmara, Pastor Luiz Barbosa (PTB), criticou a prefeitura pela demora no início da reforma.

“Agora não sai mais não [em 2010]. Se tivessem feito [o projeto] no começo do ano, como eu falei, já estava tudo pronto”, afirma.

O chefe do Legislativo local admite que a demora pode causar uma mudança de atitude dos parlamentares, colocando em risco a mudança da Câmara para o prédio histórico.

No entanto, ressaltou que a sua intenção com a ajuda financeira da Casa para a prefeitura foi alcançada. “Fizemos a nossa parte, o importante foi dar a contribuição para comprar esse prédio histórico”, observa.

Há essa possibilidade de desistência do Legislativo e a recuperação da ideia inicial de grande parte dos vereadores: a construção de um novo prédio em terreno localizado próximo ao Hospital Estadual.

A Câmara destinou R$ 3,5 milhões para a compra da estação ferroviária e R$ 1,5 milhão para ajudar o Executivo a reformar a construção, que completará 71 anos no dia 1º de setembro.

O prédio está desativado há mais dez anos, quando os trens de passageiros foram extintos. Desde então, sofreu processo de deterioração constante.

Licitação é elaborada pela Saúde
A elaboração do processo de disputa para contratar um projeto de reforma para a estação ferroviária está atualmente sob responsabilidade da Secretaria de Saúde.

De início, essa tarefa era da Secretaria de Planejamento, mas foi transferida para a outra pasta, que vai ocupar uma parte da estação.

Segundo o secretário de Saúde, Fernando Monti, uma minuta já está em análise jurídica e a licitação pode ser publicada em breve.

O responsável pela pasta afirmou ainda que os custos pela reforma serão divididos entre as secretarias que vão usar o local. “É dividir os custos pela utilização do prédio”, comenta.

Além da Câmara, Saúde e Educação, existe a previsão de ocupação de uma área da estação por uma base da Polícia Militar. Existe também a possibilidade de mudança na praça Machado de Mello, que seria conjugada à construção histórica.

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