Escola que funcionava em contêineres iniciará o ano em prédios novos.

Alunos serão surpreendidos na semana que vem por novas salas
ALINE CUSTÓDIO | aline.custodio@diariogaucho.com.br

Quando os 420 alunos da Escola Estadual General Neto, do Bairro Lageado, retornarem às aulas na próxima segunda-feira, serão surpreendidos por novas salas de aulas. Após quase cinco anos de espera, contêineres de lata darão lugar a três grandes prédios de alvenaria, recém entregues pela Secretaria Estadual de Educação.

Fundada em 1956, a antiga instituição de madeira foi construída durante o governo de Leonel Brizola e passou anos sem reformas até ser totalmente consumida por um incêndio em 2007. Desde então, os estudantes já tiveram aulas num galpão crioulo de um clube e nos contêineres.

A General Neto era uma das escolas mais antigas da Capital a funcionar em local improvisado.

– “Saímos do fundo do poço”

Agora, a nova estrutura contará com quadra de esportes, salas de aulas espaçosas, sanitários, bebedouro e, pela primeira vez, com um refeitório para as crianças.

– É um luxo. Saímos do fundo do poço para o céu – comemorava ontem, a merendeira Jaci Iara de Paiva da Costa, 51 anos, que está na General Neto há sete anos e acompanhou todo o drama da instituição.

Outras quatro escola de Porto Alegre continuarão funcionando em contêineres, as chamadas “escolas de lata”. Apenas uma delas, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Oscar Schimitt, na Ilha do Pavão, está com encaminhamento para autorização de início das obras.

A situação das escolas de lata

Oscar Schimitt, na Ilha do Pavão
– Obra estimada em R$ 1,2 milhão. Aguarda autorização para início das obras.
– Atualmente, tem quatro salas de aula e duas salas administrativas funcionando em contêineres.

Rafaela Remião, no Bairro Lomba do Pinheiro
– Obra estimada em mais de R$ 1 milhão. O projeto do novo prédio está em orçamento na Secretaria Estadual de Obras.
– Atualmente, tem quatro salas de aula funcionando em contêineres.

São Caetano, no Bairro Belém Novo
– Obra estimada em R$ 1,1 milhão. Está em licitação para escolha da construtora.
– Atualmente, tem quatro salas de aula e dois conjuntos sanitários funcionando em contêineres.

Coelho Neto, no Bairro Bom Jesus
– Obra estimada em R$ 1,1 milhão. Está em licitação para escolha da construtora.
– Atualmente, tem cinco salas de aula e as salas da direção e dos professores funcionando em contêineres.

DIÁRIO GAÚCHO

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