Entrevista com o deputado federal Zezeu Ribeiro.

Texto Vinícius Lena

O deputado federal do PT, Zezeu Ribeiro, esteve visitando a região no último dia 6, oportunidade em que manteve contato com suas bases eleitorais e outros assuntos referentes à sua atuação em Brasília. Como no ano que se inicia haverá eleições em três níveis – presidente, governadores e câmaras – o Nova Fronteira houve por bem solicitar uma entrevista do deputado para falar aos nossos leitores sobre o atual momento político baiano e sobre outros assuntos de interesse da região Oeste.

NF – Como o senhor vê o atual momento político da Bahia após três anos do governo Wagner e já iniciando mais um ano eleitoral?

Dep. Zezeu – Como todos se lembram o Governador Jaques Wagner na eleição passada foi eleito por larga margem ainda no 1º turno. Isto sinalizou uma repulsa popular incontestável ao esquema carlista que dominava a Bahia por quase 20 anos. Aquela velha política do dinheiro numa mão e o chicote na outra. E demonstrou também outra coisa muito importante: a derrocada de ACM, ainda em vida. Então o que se nota é um novo processo de mudança na cultura política baiana.

NF – E a seu ver o que foi que mudou, com estas mudanças de cultura política?

Dep. Zezeu – A Bahia toda está notando a grande mudança que houve. Os dois primeiros anos foram muitos difíceis, mas serviram de afirmação do novo modelo político. Agora, já entrados no quarto ano de sua administração, o Governo Wagner está a demonstrar a que veio. Todas as áreas estão ganhando investimentos necessários para marcar uma administração. E os dois primeiros anos foram tão difíceis que provocou aquela euforia do ministro Geddel Vieira Lima, que achou que era momento de sair do governo e montar seu próprio projeto.

NF – E qual é a situação do ministro Geddel face ao quadro baiano atual?

Dep. Zezeu – Ora, o ministro Geddel sempre trabalhou como 5ª coluna dentro do governo Wagner. Segurando projetos, desfazendo planos e criticando sempre. Gerando com isso uma grande instabilidade dentro do governo. Depois que ele saiu, o governo não se apequenou. Wagner atraiu novas forças, recompôs o governo e passou a ter outra tranquilidade para administrar. E se eu tivesse que apostar, diria que Geddel não será candidato ao governo da Bahia em 2010. A solução mais acertada dele será ficar de fora do processo político baiano. E se apoiar Paulo Souto ela acaba com a vida política dele de uma vez.

NF – E quanto à opinião pública (pesquisas) em que patamar se situa atualmente o governo Wagner?

Dep. Zezeu – Quanto a isso, podemos dizer que vai muito bem. Nas últimas pesquisas de opinião já ultrapassou aos 50%. Em todos os palanques e em todas as apresentações que faz, inaugurando obras, o governador Wagner faz questão que o prefeito da cidade esteja junto, não se importando de que partido ou tendência política ele seja, respeitando a autoridade municipal. Estamos mudando o jeito e os métodos de fazer política na Bahia.

NF – A partir desta nova composição de forças, em termos de aliança face à eleições deste ano o que o povo baiano poderá esperar, visando a reeleição de Wagner?

Dep. Zezeu – Estamos trabalhando numa chapa que agregue o novo com elementos que já se agregaram no processo desde o princípio. Com isso o que eu quero dizer é que todo aquele que desde o princípio esteve participando o processo será bem-vindo. Aqueles, tipo César Borges, que ninguém sabe para onde vão e ficam pulando de uma lado para outro, que participam de todas as chapas, esses não terão espaço.

NF – Mas César Borges, sendo do PR que na esfera federal participa do governo Lula, como é que fica no caso da Bahia?

Dep. Zezeu – Realmente. Como partido da base o PR tem contribuído de forma efetiva ao Governo Central. Mas no caso da Bahia, César Borges nunca fora antes do PR. Agora tomou a direção do partido aqui. Pois ele ora estava em um ora em outro. Mas César Borges, voltando ao exemplo, continua fazendo oposição lá em Brasília. E para votar alguma coisa, você sabe com é, fica muito caro. Tudo na base da chantagem.

NF – O senhor falou antes sobre os investimentos que o governo estadual está fazendo. Em que pé se encontram obras prometidas ainda pelo candidato Jaques Wagner para a região Oeste quando de sua campanha eleitoral, como o presídio regional, o anel viários, o saneamento básico e o corpo de bombeiros?

Dep. Zezeu – Quanto ao presídio, por tudo o que eu venho acompanhando já era para estar em fase de licitação. Tem o projeto pronto, tem a área doada pela Prefeitura e já aprovada pela população. Realmente não entendo por que ainda não iniciou. Quanto ao aeroporto, também venho acompanhando em Brasília. Coloquei emenda de verba no orçamento da união para isso. O deputado João Almeida também trabalhou neste sentido colocando verba. O prédio do Corpo de Bombeiros já está iniciado. As viaturas estão aí. O anel viário também já foi iniciado. Enfim, as promessas estão sendo cumpridas. E tem mais, a ferrovia Leste-Oeste cujas obras já estão em andamento e será a redenção da região Oeste e de grande impacto econômico para a zona de produção do cerrado baiano.

NF – Nas últimas eleições o PT de Barreiras, e de certa forma em toda a região Oeste, apresentou um resultado pífio. Como que está hoje o partido aqui em na cidade de Barreiras?

Dep. Zezéu – Realmente saímos de uma situação difícil. Nas últimas eleições o partido saiu fragilizado. Agora estamos partindo para uma reestruturação. Elegemos o companheiro Gelson. Retomamos o contato com as bases reorganizando o partido, pois sabemos que é muito importante para nós que o PT esteja forte aqui em Barreiras. É importante que as nossas lideranças estejam participando na retomada das obras de Wagner na região. Foi inegável nossa participação na retomada que ajudou a eleger o ex-prefeito, que após isso, numa atitude tresloucada, botou tudo a perder. Estou aqui hoje organizando este trabalho e estarei acompanhando o governador quando ele vier assinar a ordem de serviço para o esgotamento sanitário da cidade de Barreiras.

NF – Devido ao abandono a que foi relegado, às distâncias do centro do poder e as potencialidades já demonstradas, é do conhecimento de todos na Região Oeste há um sentimento latente, de uma forma geral pela população, pela criação de um novo estado no Além São Francisco. O senhor já se manifestou contrário em seus discursos e atitudes. Como é que avalia atualmente este desejo do povo por um novo estado?

Dep. Zezeu – Durante a campanha eu dizia: Antes de qualquer atitude mais drástica temos primeiro que experimentar um novo governo na Bahia. Realmente a região encontrava-se abandonada. Hoje a realidade é outra. Além da atenção que o governo Wagner vem dando ao Oeste e ao Cerrado, que já é notável, através da vinda da Universidade de Barreiras, as obras de saneamento que já terão seu início. E para o Cerrado, a criação de um parque que unirá o Parque Nacional Grande Sertão Veredas com o Parque das Nascentes do Rio Parnaíba, será a redenção do Cerrado. Isso certamente criará uma nova economia na região. Tudo isto gerará um impacto positivo a este potencial que surgiu com a produção de grãos e esta região Oeste será outra. A partir daí vocês sequer pensarão em dividir a Bahia.

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