Entidades empresariais recebem supervisor do DNIT para falar sobre a BR-470

Em reunião com os representantes da Associação Empresarial de Rio do Sul (ACIRS), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Sindicato do Comércio (Sindicomércio), nesta manhã de quarta-feira, 23 de fevereiro, Marques discutiu ainda os atrasos no processo de duplicação da rodovia e da construção do novo trevo de Lontras.

Júlia Maria de Borba

“Queremos ordenar a bagunça”. O desejo do supervisor da unidade local do DNIT em Rio do Sul, Elifas Marques, de realizar as obras previstas no Termo de Referência para a nova travessia urbana de Rio do Sul, foi compartilhado com a classe empresarial do município.

Viaduto de Lontras

Os empresários foram pegos de surpresa com o anúncio de que a empresa vencedora da licitação para a construção do novo viaduto não irá realizar a obra. O supervisor do DNIT informou que esteve ontem em Florianópolis para solucionar o impasse, que será resolvido com a contratação da segunda colocada na licitação. “Estava tudo pronto para a assinatura do contrato. Agora teremos que aguardar os trâmites legais, até o final de abril”. Mesmo com o atraso, Marques otimista, garantiu que a obra deve ser realizada em pouco mais de oito meses, reduzindo drasticamente os problemas enfrentados pelos motoristas no local.

Travessia de Pouso Redondo e Rio do Sul

Os Termos de Referência para o ordenamento das travessias urbanas de Rio do Sul e de Pouso Redondo tramitam no DNIT desde 2008 e aguardam aprovação em Brasília. “A aprovação garante a abertura de licitação para a contratação dos projetos”, enfatizou Marques. Com os projetos definidos, é aberta então a licitação para a contratação das empresas que efetuarão as obras. O supervisor advertiu ainda que o DNIT possui os recursos necessários para a elaboração dos projetos, mas é necessário o empenho político junto ao órgão para que sejam encaminhados como prioridade.

As intervenções na travessia urbana de Rio do Sul devem incluir 12 quilômetros entre os bairros Cobras e Jardim Alexander. A obra promete resolver conflitos em trevos de acesso, marginais e rotatórias. Já a definição dos locais de construção das passarelas de pedestres será de responsabilidade do município, podendo ser feita por meio de audiências públicas. “Também prometi ao prefeito que concluiria as novas alças de ligação com o elevado de Rio do Sul, o que não entrou no termo inicial”.

Lombadas eletrônicas e balanças

A rodovia deve ganhar novas lombadas eletrônicas nas próximas semanas. Até onze podem ser instaladas, das quais, duas, estão previstas para a travessia urbana de Rio do Sul. “Estamos aguardando a apresentação da empresa, que já foi contratada e possui a ordem de serviço”. Segundo Marques, o objetivo é percorrer toda a rodovia para identificar os trechos prioritários, que podem ser diferentes dos indicados inicialmente. Uma delas será instalada próximo ao Pólo Têxtil, local onde ocorreram quatro mortes nos últimos três meses.

O DNIT também avalia o retorno dos postos de pesagem para coibir o excesso de peso transportado na 470. Os equipamentos devem ser instalados em Ilhota, Lontras e na Serra Catarinense. “A balança de Lontras deve entrar em breve em processo de licitação”, informou o supervisor.

Duplicação da rodovia e adequação de capacidade

A reunião encerrou com questionamentos sobre o processo de duplicação da rodovia. Marques informou que mais de 4 mil contêineres passam por dia pela 470, o que representa 40% das exportações do estado. Do total, 30% de todo o tráfego da rodovia é comercial. “A BR-470 está asfixiada e defendemos que a construção de terceiras faixas daria um fôlego, reduzindo também o tempo de percurso”. A obra, de custo baixo, levaria cerca de seis meses para ser concluída. O DNIT deve elaborar o Termo de Referência para viabilizar o projeto.

“Pelo que compreendemos da conversa de hoje e da semana passada em Florianópolis, os projetos para a duplicação de Navegantes a Indaial não devem ser concluídos até agosto, como era meta do DNIT”, comentou o presidente da ACIRS, Ciro José Cerutti.

O objetivo da reunião foi unir as entidades em um discurso único. “Vamos acompanhar os trâmites burocráticos dos Termos de Referência, dos projetos e vamos articular junto aos deputados e representantes políticos em Brasília para tornar as melhorias realidade”, finalizou Cerutti.

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