Engarrafamento e risco de acidentes.

A Avenida Nossa Senhora do Carmo é conhecida pela repetição de acidentes nos últimos anos. Diariamente circulam 95 mil veículos nos dois sentidos da via e a concentração de carros muitas vezes resulta em tragédias, com proporções ainda maiores quando envolvem veículos pesados, como o abalroamento no fim da tarde de ontem. Em agosto, o tombamento de um caminhão-baú feriu 11 pessoas.

Carregado de móveis de madeira, o veículo perdeu os freios na descida do Bairro Sion, na altura da Rua Colômbia, e capotou, atingindo outros cinco carros. Enquanto aguardava a abertura do semáforo, os automóveis foram “atropelados” pelo caminhão. A pista ficou fechada por algumas horas, o que provocou congestionamento até o trevo do BH Shopping, no Bairro Belvedere.

Onze meses antes, em setembro de 2008, durante a madrugada, um caminhão carregado com placas de gesso perdeu o controle, derrubou dois postes e invadiu um posto de combustível no cruzamento com a Avenida do Contorno. Até a retirada do veículo e a limpeza da pista, o trânsito ficou bastante lento pela manhã.

Visando evitar a repetição de acidentes e dar mais fluidez ao trânsito, a BHTrans deve aplicar normas para restrição de veículos pesados em toda a capital, no entanto, estão longe de valer para a Nossa Senhora do Carmo. O cronograma de proibição de carga e descarga, validado para o Hipercentro no começo do mês, passa a valer para os corredores rápidos somente em 21 de fevereiro de 2011, como ficou acordado com as empresas de transportes. Inicialmente, as regras estarão em vigor para os horários de pico para adaptação das empresas de carga, mas no ano seguinte as medidas passam a valer das 7h até as 20h, mesmo modelo do entorno da Avenida do Contorno atualmente.

Até a semana que vem, a prefeitura publica mais uma licitação no Diário Oficial do Município (DOM) para contratação de empresa especializada na operação de radares e equipamentos de fiscalização do tráfego. No entanto, não está previsto medidor de velocidade para a Nossa Senhora do Carmo. Constam apenas instrumentos capazes de diferenciar carros e ônibus e destinados a monitorar a invasão das faixas exclusivas para transporte de passageiros. Somente deve ser feito o religamento emergencial de duas lombadas eletrônicas do Dnit, com previsão para a voltar a funcionar na semana que vem.

Inicialmente chamada de BR-356, a partir do crescimento da capital, a rodovia foi incorporada pelo trânsito urbano, sendo transformada numa via expressa e a BHTrans passando a fazer a fiscalização no trecho de 4,7 quilômetros, compreendidos entre a Avenida do Contorno até o acesso ao Bairro Belvedere. A sequência da avenida, até o Viaduto da Mutuca, continua BR-356, sendo fiscalizada pela Polícia Militar Rodoviária, num convênio com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Pedro Rocha Franco – Estado de Minas

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