Empresas que disputam concessão em Cuiabá atuam juntas no Rio

Rubens de Souza
Redação 24 Horas News
Um negócio prá lá de suspeito e que promete. As duas únicas empresas que apresentaram propostas pela concessão do saneamento da Capital não poderiam ter sonhado um cenário melhor. Adversárias em Cuiabá, Águas do Brasil e Foz do Brasil caminham juntinhas em grandes obras pelo Brasil. Em novembro deste ano, venceram juntas, formando o consórcio Foz/Saab, a licitação para explorar o saneamento na zona oeste do Rio de Janeiro. A Prefeitura do Rio pedia R$ 78 milhões. Águas e Foz pagaram R$ 84,2 milhões. Em Cuiabá, a pedida é de mais de R$ 300 milhões.
O grupo Águas do Brasil é um dos maiores do Brasil. É formado pelas empresas: Developer S.A., Queiroz Galvão Participações-Concessões S.A., Trana Construções Ltda., e Construtora Cowan S.A. O grupo está presente em diversos municípios, nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
Analisando por esse lado, está realmente tudo em casa. Consorciadas, independente da vencedora, as duas empresas lucram. Essa é uma prática comum nos processos licitatórios em todo o Brasil. Grandes grupos se unem em grandes consórcios para garantir que apenas as suas empresas vençam as licitações. Em Cuiabá, o edital vetava os consócios, mas isso pode não inibir essa prática.
Mesmo em projetos como o da Capital, quando são impedidas de se consorciarem, acabam definindo quais empresas participarão do certame, acabando com quar possibilidade de concorrência. Um ganha aqui e outra acolá. E assim todo mundo vai ganhando.
No saneamento da zona oeste do Rio, Águas do Brasil e Foz do Brasil têm metas de construir 19 estações de tratamento de esgoto, 2.100 km de rede coletora e 221 elevatórias, alcançando a marca de 40% de esgoto local tratado até as Olimpíadas de 2016 e 90% até o final da concessão. Os investimentos previstos para implantação da infraestrutura de esgotamento sanitário na região em tela são de R$ 2,1 bilhões ao longo do período da concessão.
A real possibilidade dessa prática na concessão do saneamento e tratamento de esgoto de Cuiabá aumenta ainda mais a desconfiança sobre o projeto encabeçado por Chico Galindo. Começou errado, quando aprovada na surdina, sob manobra vergonhosa na Câmara de Vereadores.
Depois foi alvo de várias investidas da Rede Cemat, credora em R$ 109 milhões da Sanecap, e até de empresas que tentavam participar da licitação, como a Copasa, de Minas Gerais. Além disso, o edital recebeu impugnação do Ministério Público Estadual, que fez ao menos dez recomendações ao Executivo Municipal.
Por tudo isso, Galindo vai precisar de muito cuidado e zelo com a coisa pública. Todos os olhos estão voltados para a concessão. 2012 é ano de eleição.

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