Empresas de outros Estados concorrem com a TCCC

Vinícius Carvalho

Daqui a 5 dias úteis começa a ser definida a situação do transporte coletivo de Maringá para os próximos 20 anos. Em 14 de março, às 9h, serão abertos os envelopes das empresas participantes da licitação do novo modelo apresentado pela prefeitura. O valor estimado do contrato é de R$ 1.148.340.140,73. O edital foi lançado em 24 de janeiro e, de acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, cerca de 50 empresas já retiraram um exemplar.

Uma das concorrentes será a Viação Santa Tereza (Visate), de Caxias do Sul. A empresa opera o sistema de transporte coletivo da segunda maior cidade gaúcha e pretende se instalar em mercados com o mesmo porte, como Maringá. “Queremos dar passos em mercados que já conhecemos”, diz o gerente administrativo e financeiro da Visate, Gustavo Marques dos Santos.

Caxias do Sul tem atualmente 435.482 habitantes, atendidos por 323 ônibus. Para Santos, Maringá tem características semelhantes no sistema de trânsito. “Estive na cidade e a belíssima estrutura viária me chamou a atenção”, diz Santos. “Por ter sido criada em 1947, a cidade ainda tem muito potencial de crescimento”, completa.

A Visate confirma que já pesquisou locais para a instalação de sua garagem e centro operacional. Para a empresa, o desafio de atrair mais pessoas para o transporte coletivo é a pontualidade. “Sabemos dos desafios e da importância de ter veículos novos e seguros, mas o que o usuário realmente quer é que ônibus saia e chegue na hora marcada”, afirma Santos.

A Empresa Rodoviária Metropolitana, do Recife, confirmou que também concorre pela concessão em Maringá. A empresa já opera na cidade de São Paulo e na região metropolitana de Recife. De acordo com o diretor institucional, Alberto Almeida, a empresa está procurando mercados de médio porte para expandir sua atuação. “Participamos de licitações em Sorocaba, São José dos Campos e agora em Maringá”, comenta Almeida.

“Nosso foco está em cidades com mais de 300 mil habitantes.” Para Almeida, a operação em Maringá seria mais simples do que a existente nas capitais paulista e pernambucana. “Seriam necessários apenas 270 carros, o que nos permitiria maior facilidade de tratamento, com qualidade e todos os veículos monitorados.”

Ele afirma que o investimento pesado em transporte coletivo agora vai evitar que o município enfrente problemas comuns em grandes cidades. “Maringá não precisa passar pelo que São Paulo e Recife passam. Antes que o trânsito fique travado precisamos investir em corredores exclusivos e priorizar o transporte coletivo”, diz Almeida.

Cidade Canção

A empresa estabelecida no sistema de Maringá também concorre. A Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) confirma que vai concorrer na licitação. “O maior desafio será modificar os hábitos dos usuários, na implantação dos novos itinerários e a nova modelagem do sistema”, afirma o administrador executivo da TCCC, Roberto Jacomelli.

“As pessoas podem estranhar um pouco, mas com canaletas exclusivas e prioridade sobre o sistema certamente atrairemos mais pessoas para o transporte coletivo”, comenta. Jacomelli acredita que ainda exista demanda reprimida por transporte coletivo em Maringá e que ela será atendida com uma melhor estrutura oferecida também pela prefeitura.

Entre os desafios para a empresa está a instalação de georreferenciamento nos veículos. “Nossa expectativa é que com esse novo sistema haja benefícios para o usuário.”

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