Empresa solicita rescisão de contrato e obras estão paradas em Uberlândia

Passagens ficam entre os bairros Brasil e Marta Helena, na BR-365. Caso será discutido em Brasília (DF), segundo superintendente do Dnit.
Fernanda Resende
Do G1 Triângulo Mineiro

Passagens inferiores das ruas Alagoas e Claudemiro José Barbosa na rodovia BR-365
Obras pararam na fase inicial e não há previsões para retorno (Foto: Palmira Ribeiro/G1)

Estão paradas há quase três semanas as obras de construção das passagens inferiores das ruas Alagoas e Claudemiro José Barbosa na rodovia BR-365, entre os bairros Brasil, no setor central, e Marta Helena, em Uberlândia. A paralisação se deu após pedido de rescisão de contrato enviado, no início do mês, ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) pela empresa responsável pelas obras, Araguaia Engenharia. O superintendente regional do Dnit, José Maria Cunha, confirmou ao G1 a paralisação das obras e disse que o caso foi encaminhado para Brasília (DF), onde será discutido. Ele não descartou a possibilidade de nova licitação ou de solicitar que a segunda colocada assuma as construções.
Segundo do diretor administrativo da Araguaia Engenharia, Ney José Fernando, a empreiteira não deixou o canteiro de obras antes de protocolar uma carta solicitando a rescisão. Ele disse que foram feitos estudos e verificado que a obra apresentava divergências em relação ao projeto apresentado pelo órgão. “Os projetos foram elaborados por outras empresas contratadas via licitação. Os custos para suprir essas revisões são elevados e não existe orçamento para bancá-los”, disse.
Ney José acrescentou que a construção das passagens teve início em julho e fazem parte de um pacote de oito obras no valor total previsto de R$ 47 milhões. Das oito intervenções, apenas a passagem da avenida Afonso Pena na BR-050 foi entregue.
Segundo o responsável pela empreiteira, foram feitos levantamentos e constatado que para corrigir cada problema seria necessário pelo menos mais 25% de acréscimo na quantia disponibilizada inicialmente. “Desde o início deste anos estamos tentando uma solução e solicitando aditivos. Até o fim de setembro não tínhamos uma resposta efetiva. Não tínhamos como cumprir as obras com a verba atual”, explicou.
Ney José não deu detalhes do valor que ficaria apenas as duas obras tratadas na reportagem. A previsão de finalização das passagens era em fevereiro de 2015, mas até antes mesmo da rescisão, as obras ainda se encontravam em fase inicial.
O superintendente do Dnit relatou que a empreiteira deixou para alegar problemas no final do prazo e que nada impedia de continuar as obras. Independentemente do ocorrido, a previsão inicial de término não seria cumprida e o órgão iria prorrogar o prazo. “O pacote que não foi feito em dois anos não seria feito em quatro meses”, afirmou José Maria Cunha.

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