Dois meses após a inauguração da BMW, investimentos de infraestrutura previstos para Araquari evoluíram muito pouco

Cidade aguarda conclusão de uma escola estadual e dois CEIs. Obras anunciadas nas Estações de Tratamento de água também estão em ritmo lento

Roelton Maciel

No início de 2014, moradores de Araquari sofreram com a falta de água Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS
No início de 2014, moradores de Araquari sofreram com a falta de água Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Dona do título de cidade catarinense que mais cresceu nos últimos dois anos, Araquari ainda pode ser dividida em cenários opostos: por um lado, a cidade vive um inédito boom econômico e testemunhou em apenas dez meses a construção da fábrica da multinacional BMW, que completa dois meses de funcionamento e já produz carros de luxo.
Mas, por outro, a maioria dos investimentos necessários para acompanhar o desenvolvimento do município ainda está com o freio de mão puxado. Enquanto Araquari aguarda a conclusão de uma escola estadual e de dois Centros de Educação Infantil (CEIs), a certeza é de que o turno intermediário terá de ser reativado no ano que vem porque não há mais vagas.
A falta de água, que no verão passado afetou milhares de moradores e gerou protestos, pode voltar a assombrar a região nos dias mais quentes. As obras das duas Estações de Tratamento de Água (ETAs) anunciadas pela Casan, reconhece o prefeito João Pedro Woitexem, estão em ritmo lento. E o reservatório do bairro Itinga também está longe de sair do papel.
Como alternativa, aposta-se na rede interligada com Balneário Barra do Sul e na parcela de abastecimento fornecida por Joinville, ambas medidas paliativas.
_ Temos um pouquinho de esperança que não vai faltar água, mas não podemos garantir _ avisa o prefeito.
Caso o problema se repita nas próximas temporadas, o rompimento do contrato com a companhia _ já cogitado em outras oportunidades _ não está descartado.
Outra prioridade pendente no que diz respeito à infraestrutura, aponta Woitexem, é a rede de saneamento básico. Nas palavras do prefeito, ainda estão “só na promessa” os planos de expansão da rede, também anunciados pela Casan. Apenas 4% de Araquari tem esgoto tratado.
A lista de gargalos também passa pela necessidade de pavimentação em estradas que cortam o município e por problemas compartilhados com cidades vizinhas, como o contorno ferroviário, cujas obras estão paralisadas desde julho de 2011. Ao menos em relação à educação, Woitexem não poupa críticas ao governo do Estado.
_ Não temos dinheiro sobrando, mas licitei oito novas salas de aula para quatro colégios municipais porque o Estado não tem sido parceiro _ reclama.
 
Água
Do projeto de construção das duas Estações de Tratamento de Água (ETAs) anunciadas pela Casan, foram executadas apenas a preparação dos terrenos, no Itinga e no limite com Balneário Barra do Sul. A previsão é de que as obras propriamente ditas comecem ainda este ano. O reservatório de água prometido para o Itinga também não saiu do papel: está em fase inicial de execução e há dúvidas se fica pronto em 2015.
Assim, Araquari deve contar com a ajuda das redes de abastecimento de Joinville e Balneário Barra do Sul no próximo verão, sem garantias de que não faltará água novamente na cidade.
Saneamento
Apenas 4% da cidade tem esgoto tratado. Estava prevista a licitação em outubro para a realização do sistema de esgotamento sanitário, mas o edital não foi lançado.
Áreas chegaram a ser desapropriadas na região onde deve ser feita a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), mas não há previsão para o início das obras.
Energia
Um terreno já foi comprado pela Celesc para a instalação de uma subestação para reforçar o abastecimento de energia ainda em 2015.
Saúde
Araquari conta com sete postos de saúde em funcionamento. Outra unidade, construída no Centro, deve ficar pronta até março do ano que vem. Na região da Corveta também há outro posto de saúde, pronto há um ano, mas que depende de equipamentos e recursos humanos para atender. O início das atividades é esperado para o começo de 2015.
Educação
A falta de vagas na rede de ensino obrigará a cidade a reativar o turno intermediário no ano que vem. A cidade ainda aguarda as obras de uma escola estadual no Itinga, orçada em cerca de R$ 7 milhões e que deverá receber até 2,1 mil alunos.
Outros dois CEIs são aguardados para o próximo ano.
Um deles, recém-construído no Itinga (foto), deve receber alunos já nas férias, mas será inaugurado somente em 2015. Outro CEI, no bairro São Benedito, atrasou por erros na execução do projeto. É esperado para abril de 2015. A Prefeitura ainda bancará a construção de oito salas de aula em quatro escolas municipais (as ampliações estão em licitação).
Habitação
A construção de 22 casas por meio do projeto habitacional Cohab está quase concluída. A expectativa é de que a entrega dos imóveis ocorra ainda em janeiro de 2015.
Também há planos para a execução de um grande projeto habitacional popular em duas áreas já selecionadas pela Prefeitura, mas ainda sem perspectiva de prazos.

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