Dois consórcios concorrem para construir o monotrilho

De acordo com o secretário de Planejamento do Estado, Marcelo Lima Filho, o valor da passagem não ultrapassará R$ 2,50, independente do grupo que vença a licitação.

Manaus – Sete empresas, divididas em dois consórcios – Consórcio Monotrilho Manaus e Via Verde – apresentaram na manhã desta quarta-feira (11), durante sessão realizada às 10h, na sede da Comissão Geral de Licitação (CGL), a papelada referente ao edital do monotrilho, uma das obras previstas para a realização da Copa do Mundo de 2014. As apresentações, cada uma com cerca de duas mil páginas, contemplavam a documentação fiscal, a proposta técnica e a proposta comercial das empresas interessadas em trabalhar na execução do projeto. De acordo com a CGL, não haverá mais abertura para a entrada de outros concorrentes.

A estimativa da comissão é que o nome do consórcio vencedor seja divulgado em até 35 dias, por conta dos prazos referentes a possíveis recursos dos concorrentes sobre o julgamento de cada uma das propostas. De acordo com o presidente da CGL, Epitácio Neto, ainda nesta quarta será convocada uma sessão pública para a próxima quarta-feira (18), também às 10h, para divulgar o resultado do julgamento da documentação de ambos os concorrentes.

Para cada julgamento, porém, caberá recurso. “Vamos abrir as propostas técnicas e faremos o julgamento, provavelmente no mesmo dia. Se houver recurso por parte de algum dos concorrentes, teremos mais dez dias, de acordo com a lei. De sorte que o horizonte que nos parece razoável é que em 30 ou 35 dias já se tenha um resultado final para apresentarmos”, explicou o presidente da CGL.

Monotrilho a R$ 2,50 e BRT a R$ 3,50

Apesar do prazo estimado para a divulgação do nome dos vencedores da licitação do monotrilho, um dos termos já definidos é sobre o possível valor da tarifa do monotrilho que, de acordo com o secretário de Planejamento do Estado, Marcelo Lima Filho, não ultrapassará R$ 2,50, independente do grupo que vença a licitação para execução da obra. O secretário, porém, não descartou a possibilidade de aditivos ao projeto original, o que poderia gerar mudanças no valor da tarifa.

“Nós daremos início à obra sem a previsão de aditivos, mas o mercado, ao longo do tempo, necessita de reajustes ou alinhamentos em razão do aumento dos insumos e dos custos de manutenção. Mas a tarifa de R$ 2,50 está dentro dos padrões do bolso do amazonense e se considerarmos que o sistema proporciona mais conforto, chegamos à conclusão de que R$ 2,50 é uma tarifa bastante justa”, afirmou o secretário.

Marcelo Lima Filho também adiantou o valor máximo de R$ 3,50 para a tarifa do sistema Bus Rapid Transit (BRT), cujo edital de licitação ainda nem foi lançado pela Prefeitura de Manaus. De acordo com ele, os valores das tarifas das duas modalidades de transporte foram calculadas ao longo de um ano pelo consórcio Price/Ebei, a pedido do Governo do Estado, que levou em conta análise de custos de implantação, manutenção e fluxo de passageiros.

Companhia Amazonense de Transportes Metropolitanos

O secretário informou ainda que o Estado pretende formalizar proposta junto ao município para a constituição de sociedade para a operação de todo o sistema viário da cidade, que será feito, de acordo com ele, pela Companhia Amazonense de Transportes Metropolitanos – nos mesmos moldes da extinta Empresa Municipal de Transportes Urbanos (EMTU) – hoje vinculado ao município como Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), sem a participação do Estado.

“Já há uma discussão nesse sentido, apesar da Companhia ainda não estar devidamente registrada na Junta Comercial, mas apenas criada em lei. O Governo do Estado deve formalizar proposta em breve”, garantiu o secretário, sem passar informações mais concretas no que diz respeito à possível data da proposta.

Monotrilho será “expansível” até 2050, diz Seplan

O secretário de Planejamento do Estado garantiu ainda que o sistema do monotrilho será expansível até o ano de 2050. “Hoje a proposta original contempla o fluxo de 18 mil passageiros ao dia, mas essa capacidade pode ser ampliada à medida que a cidade cresça. O sistema está preparado para atender a demanda de passageiros até o ano de 2050, quando a estimativa é que o fluxo alcance a marca de 48 mil passageiros ao dia”, explicou Marcelo Lima Filho, lembrando que a ampliação do sistema para receber o fluxo será feita com o acréscimo de vagões e diminuição do chamado “headway” – o intervalo de tempo entre um vagão e outro.

“O intervalo de tempo previsto entre os vagões, na proposta original, é de três minutos e meio, seja em períodos de ‘rush’ ou nos horários de menor movimento, chamado de ‘vale’. Mas esse intervalo poderá ser diminuído quando mais vagões forem acrescentados para percorrer o traçado original, que não precisará ser modificado”, afirmou. O secretário garante, ainda, que as obras de construção do monotrilho começam, no máximo, em dezembro deste ano.

Projeto está atrasado, de acordo com Portal da Transparência

O cronograma publicado no Portal da Transparência do Governo Federal detalha todas as etapas de execução do projeto do monotrilho. O projeto básico data de agosto de 2009 até janeiro deste ano; as desapropriações, entre março deste ano e dezembro de 2011, enquanto as obras são datadas de forma global entre março deste ano e dezembro de 2013, para duas fases previstas para as intervenções na área urbana, principalmente nos terminais de integração.

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