Doações de construtoras crescem 518%.

A cada eleição, empresas do ramo da construção civil têm aumentado as contribuições para candidatos a mandatos eletivos

Construtoras e empreiteiras de renome nacional, aliadas a grupos locais, investiram pesado em candidatos mato-grossenses nesta eleição. Um grupo de doze empresas doou o equivalente a R$ 5,3 milhões para postulantes aos cargos de governador, senador, deputado federal e estadual. O valor é 518% maior que o montante de 2006, quando o total repassado por empreiteiras chegou a R$ 857.880.

Somente o grupo da empreiteira Camargo Corrêa doou R$ 1.200.000, financiando nomes tanto da situação quanto da oposição. O montante é 700% superior aos R$ 150 mil que foram doados pela empresa na eleição anterior. O deputado federal que não se elegeu senador, Carlos Abicalil (PT), abocanhou a maior quantia, recebendo R$ 1 milhão, dividido em quatro repasses. Em segundo no ranking vem o governador reeleito Silval Barbosa (PMDB), que recebeu R$ 50 mil.

O senador eleito Blairo Maggi (PR) recebeu R$ 25 mil, mesma quantia cedida ao ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB), derrotado na disputa ao Senado. Também receberam contribuições os deputados federais eleitos Homero Pereira (PR) e Júlio Campos (DEM), e os deputados estaduais eleitos Mauro Savi (PR) e José Riva (PP). Em 2006, a empresa financiou Blairo, Homero e o então candidato a senador Jayme Campos (DEM).

O grupo Cavalca, que compreende a Cavalca Construções e Mineração e a Cavalca Empreendimentos, doou R$ 870 mil a candidatos que disputaram a eleição estadual. O grupo também não escolheu beneficiar determinado bloco e incluiu na lista de doações tucanos, petistas, republicanos e progressistas. O senador eleito Blairo Maggi recebeu R$ 200 mil, seguido do governador Silval Barbosa e do deputado federal reeleito Wellington Fagundes, que receberam R$ 100 mil. Os repasses também foram direcionados à senadora Serys Slhessarenko (PT), aos deputados estaduais Guilherme Maluf (PSDB), João Malheiros (PR) e Maksuês Leite (PP), e à deputada federal Thelma de Oliveira. Não há doação da empresa para candidato mato-grossense em 2006.

Juntas, as empresas Dínamo Construtora Ltda., Agrimat Engenharia e Empreendimentos Ltda., Guaxe Construtora Ltda. e Sanches Tripoloni Ltda., doaram R$ 2.340.000 somente ao governador reeleito. A Lotufo Engenharia e Construções Ltda., que também atua no Estado, repassou R$ 250 mil ao ex-governador Blairo Maggi.

A Construtora OAS, que participa de consórcios de obras bilionárias de reformas de estádios para a Copa de 2014, como a do Maracanã no Rio de Janeiro, foi uma das financiadoras de campanha do deputado federal Carlos Abicalil. O petista, que gastou R$ 5 milhões na campanha, recebeu R$ 300 mil do grupo.

A Queiroz Galvão repassou R$ 100 mil ao deputado federal Pedro Henry (PP). A empresa ganhou as licitações para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Rocinha, também no Rio de Janeiro. A Queiroz e a OAS não fizeram doações a candidatos de Mato Grosso em 2006.

A empresa mato-grossense Concremax doou R$ 5 mil ao candidato a deputado estadual Antônio Galvan (PDT) enquanto, em 2006, contribuiu com R$ 500 mil para a reeleição do ex-governador Blairo Maggi.

A construtora Nhambiquaras apresentou um salto de 214% nas doações. Em 2006, a empresa contribuiu com R$ 70 mil na campanha do senador Jayme Campos. Já neste ano, doou R$ 220 mil a Silval Barbosa.

A Encomind Engenharia, Comércio e Indústria Ltda., que atua na construção de obras nas áreas de Infra-Estrutura Urbana, Núcleos Habitacionais, Pavimentação de Rodovias e PCHs, doou um total R$ 580 mil, 320% a mais que os R$ 137.880 doados no ano de 2006. Seus clientes encontram-se no setor público – Municipal, Estadual e Federal -, bem como na iniciativa privada. O suplente de deputado estadual Alexandre Cesar (PT) recebeu da empresa R$ 130 mil, o ex-senador Antero Paes de Barros R$ 100 mil, e o deputado federal eleito Júlio Campos R$ 50 mil. O candidato a deputado estadual Leandro Soares (PP) recebeu R$ 250 mil da Encomind.

Em todo o Brasil, as contribuições do grupo Camargo Corrêa a candidatos, comitês e diretórios nacionais totalizam R$ 79,1 milhões. Em 2009, a empresa teve executivos acusados pela Polícia Federal de abastecer o caixa 2 de campanhas e pagar propina a políticos.

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