Dnit fará nova licitação e prefeitura auditoria

De Brasília – Vinicius Tavares / Da Redação – Alline Marques

O Departamento Nacional de Infraestrututra do Transporte (Dnit) irá licitar novamente a obra do Rodoanel, estimada em R$ 42 milhões. A autarquia também deverá abrir uma Tomada de Contas Especial para apurar eventuais irregularidade e avaliar se houve desvio de recursos. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (28) pelo diretor geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, após reunião com o prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB).

Por sua vez, Galindo comunicou que determinará a abertura de sindicância e irá enviar o relatório da consultoria contratada pela Prefeitura ao Dnit na próxima segunda-feira (31). O Dnit vai reavaliar o projeto, as licenças ambientais e os procedimentos de desapropriação. Ainda não há data para nova licitação.

A obra estruturante começa no Rio Cuiabá, nas proximidades do Sucuri, contorna Cuiabá até chegar na BR 364, próximo de Rondonópolis. Do total de 39,7 Km previstos, apenas 10 km foram asfaltados.

Conforme o Olhar Direto adiantou, relatórios do Dnit e de uma consultoria privada detectaram um suposto desvio de recursos, que deve chegar a R$ 8 milhões na obra do Rodoanel. O rombo teria ocorrido numa suposta medição equivocada da obra, que era realizada pela Conspavi, do empresário Luiz Carlos Félix, o Caxito.

As obras do Rodoanel são fruto de um convênio entre o Dnit e a Prefeitura de Cuiabá, que deverá ser cancelado por conta das irregularidades detectadas pelo Dnit e pela auditoria privada contratada pelo prefeito Chico Galindo.

Participaram da reunião com o prefeito de Cuiabá o diretor geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot, o superintendente regional do DNIT em Mato Grosso, Nilton de Britto, e o representante da prefeitura de Cuiabá em Brasília, Ricarte de Freitas, que deve assumir a Secretaria de Assuntos Institucionais em Brasília, no próximo mês.

Em principio, o Olhar Direto apurou que o desvio era estimado entre R$ 3,5 e R$6 milhões. Na sequência, fontes do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) relataram que as obras das medições poderiam ter sido fraudadas na ordem de R$ 9,5 milhões. As estimativas feitas pela consultoria contratada por Galindo apontam que o montante desviado pode ultrapassar R$ 8 milhões.

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