Diretores da Agecopa contrariam Riva e anunciam licitação para BRT

Alline Marques

Os diretores da Agência Executora das Obras da Copa do Mundo do Pantanal (Agecopa) confirmaram a construção do Bus Rapid Transit (BRT) e a licitação deverá ocorrer já nos próximos dias. A decisão da diretoria contraria o deputado José Riva (PP) e a maioria da população, que têm defendido a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O parlamentar também tem acusado a Agecopa de fazer lobby para empresas de ônibus.

A confirmação sobre o BRT foi dada aos vereadores durante a sessão na Câmara Municipal na quinta-feira (17). O assunto promete render mais críticas à diretoria da Agecopa.

O deputado Riva já havia criticado o presidente interino da agência, Yenês Magalhães, por ter alegado que o VLT era inviável pelo custo da tarifa, argumentou que foi usado na sessão com o legislativo municipal.

De acordo com Magalhães, apesar do VLT reduzir o número de desapropriações e o custo de construção ser menor, o foco da Agecopa é no valor da passagem que a população irá pagar. Porém, Riva também já contra argumentou e disse ser possível aplicar um preço mais barato do que BRT.

“Quem paga é o trabalhador. Vários aspectos têm de ser analisados, mas o BRT é mais viável. O VLT é inviável pelo custo da tarifa para a população”, explica ele. O presidente alegou ainda que, desde quando Cuiabá foi escolhida cidade-sede da Copa de 2014, o BRT foi o modelo de transporte público estudado para a reestruturação do sistema de transporte público da capital mato-grossense.

O que reforça a tese de quer a Agecopa não chegou a analisar os demais modais. Riva também apresentou um outro modelo que é o monotrilho, um outro modal de transporte, que também pode ser viável na Grande Cuiabá, principalmente, pela possibilidade de ser suspenso.

Yenês argumentou também que o empréstimo feito junto à Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 454 milhões, foi para a implantação do BRT, não para o VLT.

De acordo com ele, o BRT irá funcionar em ‘dois eixos’: o primeiro, partindo do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até a Avenida do CPA, que passará pela área central de Cuiabá e finalizará no Centro Político Administrativo (CPA).

O segundo trecho será do Coxipó até á área central da cidade, passando pela Avenida Fernando Corrêa da Costa, em direção ao Centro. A obra também inclui terminais e estações de transbordo pela avenida, que diminuiriam com a implantação do VLT.

Os diretores apresentaram nesta semana os projetos de mobilidade urbana aos deputados, que não ficaram satisfeitos. Além disso, na terça-feira (22), a diretoria volta a se encontrar com os parlamentares e com o governador Silval Barbosa (PMDB) para debater o projeto de lei que visa alterar a gestão da agência.

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