Dia 30 encerra-se o prazo para a 1ª parceria público-privada

Paula Andrade

Até o final do mês, o governo federal dará início à licitação da sua primeira parceria público-privada (PPP). Aparte dos entraves que emperram o lançamento dos editais das obras de infra-estrutura, a primeira PPP federal será a construção do data center do Banco do Brasil e da Caixa Econômica. Com o edital na rua há mais de um mês, a abertura das propostas está marcada para o próximo dia 30 de maio. “Vamos receber as propostas no dia 30 e acreditamos que será possível começar as obras em cerca de 90 a 100 dias”, enfatizou o coordenador do projeto do data center no Banco do Brasil, Jesualdo Conceição da Silva. Mais de 60 empresas coletaram o CD com as informações do edital na sede do BB. “A demanda está grande. Nem estamos contabilizando as empresas que pegaram o edital na Internet”, contou o coordenador. A licitação acontecerá em Brasília, no prédio da instituição. Serão classificadas as empresas que fizerem ofertas no valor de até 20% da menor proposta, tendo o mínimo de três classificadas. “Teremos o privilégio de ser a primeira PPP federal. Claro que uma PPP administrativa, como a nossa, é bem mais fácil de lançar do que um projeto de infra-estrutura, que demanda cálculo de contrapartida e retorno em pedágio, mas também temos mais experiência na elaboração de projetos com a iniciativa privada”, comentou Silva.
A idéia do data center é de centralizar a operações das duas instituições financeiras. O modelo da PPP conjunta seria baseado na seleção de um parceiro de negócios que ficaria responsável pela construção e manutenção da estrutura física e tecnológica do data center. A idéia é que as instituições paguem mensalmente pelos serviços por 25 anos, num aporte que totalizaria cerca de R$ 1,2 bilhão. O data center terá 25 mil metros quadrados de área construída em Brasília e abrigará cerca de R$ 2 bilhões em ativos de TI, entre novos e antigos do BB, além de outros R$ 600 milhões da Caixa. Funcionará como redundância para a atual infra-estrutura do banco.
Além do data center, pelo menos outras seis licitações estão programadas para este ano somente na área de software. Para atender as 5 mil solicitações de desenvolvimento ou alterações de aplicações, o Banco do Brasil decidiu adotar um novo modelo de licitação, contratando separadamente serviços como fábrica de software e de projetos, concentrados há cinco anos em único fornecedor, a Politec, cujo contrato se encerra agora em maio. A idéia é que a lógica e desenho do projeto fique nas mãos equipe do banco e a codificação seja terceirizada. Ainda na área, o BB terá projetos de gerenciamento eletrônico de documentos (GED) e de sistema de gestão empresarial (ERP) para RH.
Transações
Hoje, 92% das transações de clientes são realizadas por Internet, celular, call center e caixas eletrônicos (ATM). E o BB deve continuar reforçando os canais automatizados. Para este ano, 6 mil dos 42 mil ATM serão atualizados e o banco pode anunciar o compartilhamento de equipamentos com novas instituições, além da Caixa, já que está em fase final de testes com Bradesco e ABN Amro.
Enquanto isso, continuam parados os editais das PPPs das BRs 324 e 116, considerados pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão como a primeira PPP federal. Depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva olhar os números do edital, mandou técnicos da área econômica refazerem todos os números para reduzir o pedágio das rodovias. “A ordem é refazer os cálculos diante dos novos números econômicos, como a redução do custo Brasil, de modo a reduzir ao máximo possível o pedágio que será cobrado”, diz um técnico do governo. A equipe econômica não descarta a hipótese de uma contrapartida maior da União para reduzir o preço ao consumidor.
A primeira PPP federal envolve reformas e ampliação no trecho da BR-324, entre a cidade de Salvador e o município baiano de Feira de Santana, e em outro trecho da BR-116, entre Feira de Santana em direção ao sul, até a divisa da Bahia com Minas Gerais. “A nossa estimativa é ver o edital na rua ainda neste primeiro semestre”, confirma o Ministério dos Transportes. No projeto, aprovado no final de fevereiro pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e o governo pretendia lançar o edital ainda em março. Em princípio, a estimativa de investimentos é de R$ 1,1 bilhão, com um teto para contrapartida do governo é de R$ 37 milhões anuais.

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