Deucimar surpreende e inclui 2 “ex-colegas” em superfaturamento na Câmara

Da Redação
O ex-presidente da Câmara de Cuiabá, ex-vereador Deucimar Silva (PP), entregou nesta quarta-feira a defesa prévia dele no processo civil em que é acusado de ser o principal responsável pelo superfaturamento na obra de reforma do prédio do legislativo ocorrida no período em que comandava o poder entre os anos de 2009 e 2010. O processo tramita na Vara Especializada Cível Pública e Ação Popular, em Cuiabá.
Na sua defesa, Deucimar surpreendeu ao pedir que a Justiça proceda a inclusão do vereador Clovito Hugueney Neto (PTB) e do ex-vereador e pastor evangélico da igreja Universal do Reino de Deus, Washington Barbosa (PRB), respectivamente 1° e 2° secretários da Câmara na época da reforma. A defesa do ex-vereador alega que tanto Clovito quanto Washington era ordenadores de despesas no Legislativo.
Para fundamentar seu pedido, o advogado Ronan de Oliveira, que defende Deucimar Silva, anexou cópias de cheques com as assinaturas dos três vereadores a época. O advogado de Deucimar ainda pede a inclusão dos ex-companheiros de Mesa na liminar concedida no ano passado pelo juiz Luiz Aparecido Bertolucci que determinou o bloqueio de até R$ 3,4 milhões de seus bens.
Além dele, a liminar atingiu o engenheiro Carlos Anselmo, a servidora Sinaira Marcondes, a construtora Alos e o empreiteiro Alexandre Simplício, todos arrolados como réus no processo de superfaturamento. Sobre o superfaturamento das obras, a defesa argumenta que o ex-presidente foi “induzido” ao erro pelo engenheiro Carlos Anselmo, que era lotado à época na secretaria de Habitação.
Segundo a defesa de Deucimar, o engenheiro foi o responsável pelo Memorial Descritivo da obra que teria sido usado como base para realização de orçamentos, medições e pagamentos. “Todas as despesas devidamente pagas levadas a cabo pela Câmara de Cuiabá tiveram o acompanhamento e autorização do engenheiro Carlos Ancelmo”, diz a defesa.
Relembre
Então presidente da Câmara de Cuiabá, Deucimar Silva realizou no ano de 2009 a licitação para reforma de adequação do telhado da Câmara de Cuiabá. A empresa vencedora foi a Alos Construtora Ltda-ME.
O valor para execução da reforma foi de R$ 2.927.711,68 milhões. O obra teve início em janeiro de 2010 e contou com três aditivos, totalizando custo total de R$ 3.489.294,07 milhões.
Em 2011, o Tribunal de Contas do Estado reprovou as contas de Deucimar e apontou superfaturamento na reforma do prédio da Câmara. Na ocasião, foi apontado que o prejuízo ao erário foi de R$ 1,3 milhão.
Em sua defesa, o ex-presidente alegava que a responsabilidade da obra era da prefeitura de Cuiabá por meio de um convênio com a Secretaria de Habitação e ainda do engenheiro Carlos Anselmo. O ex-presidente foi alvo de uma CPI na Câmara, que foi arquivada por descumprimento de prazo.
Todavia, ele não conseguiu escapar das ações na Justiça. Hoje, o suplente de deputado estadual pelo PP está com os bens bloqueados e agora tenta dividir a responsabilidade num dos maiores escândalos de desvios da história de Cuiabá.
Veja Mais:
Justiça acata pedido do MPE e manda bloquear R$ 3,5 milhões de Deucimar
Em nota, Deucimar desafia MP a provar corrupção na Câmara de Cuiabá
Deucimar superfatura reforma da Câmara em 1000% e é condenado a devolver R$ 1,2 milhão

Especialista ConLicitação

    Pesquise as licitações no seu segmento agora

    Preencha seus dados para concluir a pesquisa

    Confira quantas oportunidades de venda existem no momento.
    Digite nome, e-mail e telefone para ver os resultados.





    Oportunidades de negócio esperando por você

    Aproveite o nosso período de teste gratuito e tenha sucesso no mercado de licitações.

    Licitações e dispensas