Deputado vê conluio entre agentes públicos em licitação do Metrô.

Governo de São Paulo suspendeu processo após resultado vazar

Thiago Faria, do R7

Sem esperanças de emplacar a CPI (Comissão de Parlamentar de Inquérito) para apurar suspeitas de irregularidades em contratos da Linha 5 (Lilás) do Metrô (Companhia do Metropolitano de São Paulo) antes do fim das eleições, o deputado estadual Major Olímpio (PDT) diz ver evidências que apontam para um conluio entre empreiteiros e agentes públicos no caso.

Olímpio, que propôs a abertura da CPI na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), diz que já conseguiu 25 assinaturas das 32 necessárias para emplacar a comissão, mas ainda terá que convencer aliados do governo paulista a concordarem com a apuração. A intenção do parlamentar é investigar possíveis irregularidades na licitação da Linha 5 (Lilás), colocada sob suspeita após reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelar que o resultado já era conhecido há seis meses. A concorrência foi aberta quando José Serra (PSDB), candidato à Presidência, ainda era governador do Estado.

– Alguém que não ficou satisfeito com a divisão de bolo ou foi traído nessa formação de cartel, em conluio com agentes públicos do próprio governo, acabou delatando o que ia acontecer. […]Não há dúvida que os crimes foram praticados, que a lei de licitações não foi respeitada.

O pedetista rebateu declarações do governador Alberto Goldman (PSDB) e de Serra que sugeriram um acordo entre as empresas na concorrência.

– É impossível um diretor no Metrô ter a condição de administrar um edital de R$ 4,2 bilhões e fazer uma armação dessa sem ninguém tomar conhecimento. É impossível sem que nenhum agente público tenha conhecimento e sem a conivência do governo.

Os nomes dos vencedores foram anunciados pelo governo na última quinta-feira (21). São eles: consórcio Camargo Corrêa/Andrade Gutierrez (lote 3), consórcio Mendes Júnior (lote 4), consórcio Heleno & Fonseca/Triunfo Iesa (lote 5), consórcio Carioca/Cetenco (lote 6), consórcio Odebrecht/OAS/Queiroz Galvão (lote 7) e consórcio C.R. Almeida/Consbem (lote 8).

Goldman mandou suspender o processo de licitação na última terça-feira (26) e também determinou que a Corregedoria Geral da Administração realize uma investigação junto ao Metrô para apurar o caso. Ao jornal, a companhia negou conhecer “acerto entre empreiteiras” e irregularidades no processo.

Nesta quarta-feira (27), o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para investigar a denúncia de fraude na licitação dos lotes.

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