Depois das UPPs, banho de luz.

Comunidades pacificadas recebem nova rede de iluminação este ano. Projeto começou pelo Morro Santa Marta, em Botafogo, onde os pontos de luz são multiplicados por cinco. Até o fim do ano, as lâmpadas chegarão à Zona Oeste

POR THIAGO PRADO

Rio – Com lâmpadas quebradas ou sem nenhuma iluminação, as favelas do Rio vão ganhar um banho de luz este ano. O projeto, da Secretaria Municipal de Obras, já começou e vai priorizar as sete comunidades com Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). Até dezembro, a frente de obras chega à Zona Oeste — área que o subsecretário de Obras, Alexandre Pinto, classifica como a mais ‘crítica’ de toda a cidade.

No Santa Marta, em Botafogo, o objetivo é quintuplicar a precária iluminação. Dezenas de vias não têm sequer uma lâmpada funcionando. Serão instalados 571 pontos de luz em 300 ruas até o fim de janeiro. Hoje, existem só 130. “A iniciativa contribui para o lazer e a segurança pública”, diz o subsecretário Alexandre Pinto.

Pacificada em dezembro de 2008, a favela vê funcionários da Rioluz instalando equipamentos desde dezembro. Os moradores contam que antes se guiavam nas ruas pelas luzes acesas das casas. Agora, como a Light passou a cobrar pelo serviço — e foram eliminados os ‘gatos’ —, há economia maior nas residências. “Agora me sinto segura para descer quando precisar. Só espero que vândalos não quebrem as lâmpadas”, diz a doméstica Ana Maria Pereira da Silva, 45 anos.

Na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, a meta é quadruplicar a iluminação: os pontos de luz vão saltar de 800 para 3.114. “Será um banho de luz. Na área do Karatê principalmente, que era cheia de problemas”, diz Alexandre Pinto, sobre a região que a Polícia Militar teve mais dificuldade de pacificar. A licitação para a compra de lâmpadas será realizada no dia 21 de janeiro.

Chapéu Mangueira e Babilônia, em Ipanema, também serão beneficiadas após duas concorrências este mês. A primeira receberá 128 luminárias por R$ 101 mil e a outra, 234 por R$ 235 mil. Pavão-Pavãozinho, Tabajaras e Cabritos estão em estudo. Segundo a prefeitura, o Batan, em Realengo, teve a iluminação reformada em 2009.

Segundo Alexandre Pinto, as novas comunidades que estão se formando na Zona Oeste são o maior desafio para a Prefeitura do Rio: “Nesses lugares, há necessidade de construir a iluminação pública e não apenas trocar lâmpadas”.

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