Danificados por vandalismo, postes antigos de SP passam por licitação

Material furtado será reposto e novas lâmpadas instaladas.

Chamados de ‘postes da Light’, eles são 350 no Centro de São Paulo.

Emilio Sant’Anna Do G1, em São Paulo

Feitos de ferro fundido, há mais de 80 anos os postes da antiga companhia de energia Light contam um pouco da história de São Paulo. Hoje, às vésperas de a Prefeitura fazer uma licitação para a reforma das 350 unidades que se espalham pela área central da cidade, eles sofrem com a ação do vandalismo.

Quem passa pela região pode até não notar caso não olhe para baixo. É ali que esses postes – chamados de “São Paulo Antiga” – são danificados. As tampas de acesso à fiação elétrica e brasões da República são constantemente furtados.

O resultado é, muitas vezes, um enorme buraco que se transforma em depósito ideal para o lixo das ruas. Em menos de um quarteirão, entre a Avenida São João e o Largo do Arouche, uma sequência de oito postes está danificada. São problemas que vão desde a falta de tampa da fiação à falta de pedaços do próprio poste.

Na Rua Martins Fontes, perto da Praça Roosevelt e da Rua Augusta, os brasões pintados de dourado se destacam mais que no resto da região. Já na Rua Major Quedinho, na mureta de um viaduto sobre a Avenida Nove de Julho, os postes são menores e mais finos. Nos dois casos, no entanto, os problemas são os mesmos.

Segundo Paulo Candura, diretor do Departamento de Iluminação Pública (Ilume), órgão responsável pela manutenção dos postes na cidade, a licitação – que se encerra em 16 de março – prevê que as novas tampas que serão repostas devem ter maior segurança. “A licitação prevê a instalação de parafusos antifurto”, explica. “Vamos aproveitar também para fazer um cadastro de todos esses postes.”

Os “Postes São Paulo Antiga”, ou postes da Light, não têm apenas um modelo. Em alguns casos são brasões da República que ornamentam as peças. Em outros, são flores estilizadas em ferro. Nos dois casos, a facilidade com que as tampas da fiação são furtadas é a mesma.

Cada tampa de ferro que é furtada pode chegar a custar aos cofres da Prefeitura até R$ 300. Como os furtos são constantes, no depósito da Ilume essa é a peça mais comum à disposição. “O que acontece com essas tampas é o mesmo problema das tampas de bueiros”, diz.

Já os brasões da República são mais difíceis de serem obtidos, mas Candura explica que o número dessas peças furtadas é bem menor. “Não é tão comum como o furto das tampas de ferro”, diz.

O diretor da Ilume, no entanto, afirma que o órgão não tem um levantamento de quantas peças são roubadas por mês, ou quantas estão faltando hoje. Candura dá mais um motivo para que os postes da Light sejam conservados. “Esses postes são todos artesanais, ninguém mais os fabrica”, afirma.

Apesar de serem conhecidos como postes da Light, diz Candura, as peças foram fabricadas originalmente, em 1929, pela General Eletric (G&E). Agora, não só as peças furtadas e danificadas devem ser substituídas. A licitação também prevê a troca do tipo de lâmpada utilizada.

Saem de cena as antigas lâmpadas de vapor de sódio e entram as lâmpadas de vapor metálico. Outra possibilidade é que sejam instaladas lâmpadas de LEDs, como as utilizadas em semáforos e outras peças de sinalização. Nos dois casos, a luz emitida deixa de ser a amarela – uma marca da região – e passa a ser a branca.

Uma das vantagens da nova iluminação, afirma Candura, é que as novas lâmpadas “ressaltam mais as cores e as formas do local iluminado.”

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