DAE licita mais R$ 11 milhões de interceptores.

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) abriu, anteontem, nova licitação para a segunda etapa de instalação de interceptores de esgoto na região da bacia do rio Bauru, com o objetivo de completar, em um ano, a programação de retirada de despejo “in natura” dos poluentes direto na área que percorre a área urbana.

A segunda etapa tem 7 mil metros de tubulação, sendo 415 metros de instalação não destrutível (com uso do equipamento conhecido como Tatuzão para perfurar o solo sem bloquear o trânsito). O valor orçado desta fase é de R$ 11,4 milhões. A obra ficaria mais barata, caso não fosse necessária a instalação subterrânea para manter o entroncamento ferroviário no Centro. Este trecho vai desde a confluência da avenida Nações Unidas com a Nuno de Assis até encontrar a avenida Comendador Martha.

“Com a segunda etapa, o planejamento do DAE é concluir a retirada da emissão dos poluentes de toda a região urbana, da Comendador até a saída da Nuno, em direção ao Distrito Industrial, onde estará, no futuro, sendo instalada a ETE. Vamos apresentar este cronograma, com a abertura da nova licitação, ao Ministério Público nos próximos dias”, conta a engenheira Nucimar Paes. O prazo de execução é de 12 meses, a partir da emissão da ordem de serviço.

Mas as obras dependem da conclusão da licitação. No processo da etapa I, no trecho a partir da quadra 18 da avenida Nuno de Assis em direção ao Distrito Industrial, a concorrência parou em medida judicial. A empresa Passareli conseguiu na Justiça anular a fase inicial da licitação.

O DAE não tem interesse em postergar o processo. A primeira razão é que a discussão é sobre especificação da capacidade técnica, item que foi superado pelo setor de planejamento. A segunda razão é que, acatar a liminar judicial significa levar adiante o processo para a fase de habilitação das empresas e, depois, da disputa do preço. A primeira etapa está orçada em R$ 19,454 milhões, para instalar tubos em uma extensão de 8 mil metros às margens da Nuno de Assis, sendo 1.032 metros com o Tatuzão (para impedir a destruição da alça da Rondon, na altura do trecho da saída para o Santa Luzia, por exemplo).

O Tatuzão é um equipamento que vai perfurando o solo em profundidade com capacidade para ir recebendo os tubos encravados sem necessidade de interdição. “É como se fosse uma máquina tatuzinho, uma técnica que algumas empresas desenvolvem para realizar obras desse tipo sem destruir nada”, contou Rafael Ribeiro.

As obras do tratamento de esgoto são custeadas por todos os bauruenses, que pagam o equivalente a 40 pontos percentuais a título de tarifa de esgoto para formar o caixa do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE). Atualmente, o fundo dispõe de quase R$ 40 milhões em caixa. As duas etapas dos interceptores do Rio Bauru vão consumir R$ 30 milhões. O DAE arrecada pouco mais de R$ 1 milhão/mês para o fundo.

Nélson Gonçalves

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