CPTM decide manter modelo de concessão em trem para Cumbica

Samantha Maia, de São Paulo

Deverão ser publicadas amanhã, no site da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), as respostas do Estado às questões sobre o projeto do Expresso Aeroporto entregues por empresas durante audiência pública realizada no começo da semana passada. Segundo o presidente da CPTM, Sérgio Avelleda, as dúvidas serão tiradas, mas a modelagem do projeto será mantida. “É claro que para fazer o edital, que é o nosso papel agora, vamos considerar os questionamentos, pois o setor privado tem a sua parcela de ajuda, mas toda mudança se dará para preservação da modelagem do negócio”, diz. O expresso ligará a estação da Luz, no centro da capital paulista, ao aeroporto de Guarulhos em 20 minutos. A publicação do edital está prevista para o começo de setembro.

Uma das principais preocupações das empresas é o risco de demanda frente a um investimento de R$ 1,7 bilhão a ser remunerado por uma tarifa de no máximo R$ 28. A iniciativa privada teme que o volume de usuários que o sistema atrairá não seja suficiente para cobrir todo o investimento. Por conta dessa incerteza chegou a ser proposta ao governo a mudança do modelo de concessão comum, fixado em 35 anos, para uma Parceria Público-Privada (PPP). “É normal que o mercado queira testar a nossa convicção, mas estamos muito confiantes. Nossos indicadores e estudos estão mantidos”, diz Avelleda.

Frente às dúvidas levantadas pelos potenciais investidores, o presidente da estadual defende a metodologia usada para o levantamento da demanda de passageiros. “Nossa metodologia é reconhecida internacionalmente, usamos base de dados oficiais da Infraero a respeito das projeções de demanda no aeroporto de Guarulhos e temos know-how.”

O governo paulista tinha sinalizado que publicaria seus esclarecimento às empresas em cinco dias úteis após a audiência pública, prazo que se encerrou na última segunda-feira, mas o grande volume de perguntas fez com que o prazo fosse estendido. O presidente da CPTM considerou os questionamentos pertinentes e uma demonstração de que as empresas estudaram o projeto e estão se preparando para a concorrência. “O setor privado já estudou esse negócio, percebemos um grande ânimo para investir”, diz.

Avelleda destaca que o expresso, além de depender do movimento de Guarulhos, é indutor dessa demanda. “Se perguntarmos hoje para um executivo onde ele prefere embarcar para vôos domésticos, ele vai dizer Congonhas. Agora, se eu colocar um serviço de trem rápido, com conforto e tarifa competitiva, para permitir que quem está na avenida Paulista entre no metrô e saia em Guarulhos, vai ver como a perspectiva vai mudar”, defende.

Segundo Avelleda, a CPTM estuda outras parcerias com a iniciativa privada para investimentos no sistema, mas nenhuma nova concessão de operação, como na caso do Expresso Aeroporto. Até 2010, a empresa pretende diminuir sua dependência de recursos do Estado, que hoje cobrem cerca de 30% dos custos da companhia, incluindo os acessos gratuitos – idosos, desempregados até seis meses e estudantes. Essa meta deve ser perseguida por meio do aumento do movimento de passageiros proporcionado pelos investimento em modernização do sistema, algo em torno de R$ 6 bilhões até 2010.

A projeção é de que a redução do tempo de viagens com as melhorias nas vias e trens façam o número de usuários saltar de 1,8 milhão de pessoas por dia para 2,7 milhões em dois anos. “Há uma demanda reprimida.” Avelleda tomou posse como presidente da CPTM no dia 12 deste mês. Antes, era diretor do Metrô e coordenava grupo de acompanhamento das licitações do plano de expansão.

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