Correios devem entrar de sócio no TAV

Diante do risco de novo fracasso do leilão do trem-bala, o governo decidiu incluir os Correios como sócio de um dos consórcios que disputarão a licitação e também como usuário do serviço de transporte de cargas da linha de alta velocidade entre Rio e São Paulo.

Com a medida, o Planalto pretende tornar o empreendimento mais atraente em bilhões de reais. A entrega de correspondências e mercadorias entre as duas maiores cidades do país representa 50% do faturamento da estatal, de R$ 13 bilhões em 2010.

O novo presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, confirmou à Folha que recebeu a incumbência do projeto do ministro Paulo Bernardo (Comunicação) e que já procurou o presidente (nr: diretor geral) da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre), Bernardo Figueiredo.

Para incluir os Correios, é preciso haver uma alteração no edital – o que pode adiar novamente o leilão previsto para abril. Segundo a Folha apurou, a ANTT já adiantou ao Planalto que é viável.

Pinheiro disse que o projeto é do interesse dos Correios, pois torna a entrega de correspondências no eixo Rio- São Paulo mais barata e eficiente.

“É certo que os Correios serão demandantes de um transporte com muito menor impacto ambiental, com menos riscos de acidentes e atrasos.”

Ele ressaltou que os estudos para viabilizar o empreendimento ainda estão no começo, mas disse que em breve vai procurar os possíveis interessados em ter a companhia como sócia – mas como minoritária.

“Para nós, tem tudo a ver. Você fica o dia inteiro com caminhão transitando na [via] Dutra. Assim você agiliza o processo”, disse ele.

Ao custo total estimado em R$ 33,1 bilhões, o projeto do trem-bala iria a leilão em novembro passado. O governo preferiu adiar para abril porque na ocasião somente um consórcio manifestou interesse em participar.

Na época, o presidente da ANTT disse que outros quatro grupos empresariais informaram ao governo que apresentariam proposta se houvesse dilatação do prazo.

Segundo fontes ouvidas pela Folha no ano passado, os consórcios estavam tendo dificuldades para levantar aproximadamente R$ 1 bilhão para fechar a conta.

A maior parte do projeto será custeada direta e indiretamente pelo governo, com R$ 3,4 bilhões de participação acionária e R$ 19,9 bilhões de financiamento público.

A diferença terá de vir de capital próprio e empréstimos do setor privado.

Pinheiro disse que a ideia do governo é reproduzir no projeto do trem-bala o mesmo modelo empregado em leilões de grandes geradoras de energia, em que um dos participantes do consórcio é também consumidor direto da energia produzida.

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