Copa de 2014: ministério priorizará saneamento e transporte.

O Ministério das Cidades vai priorizar ações nas áreas de mobilidade urbana e saneamento básico para a Copa de 2014. O anúncio foi feito hoje pelo ministro das Cidades, Márcio Fortes, em audiência pública conjunta na Câmara. “O Ministério das Cidades vai dedicar atenção especial às obras de mobilidade urbana para garantir aos turistas que vierem ao Brasil para a Copa de 2014 facilidade de locomoção”.

Ele confirmou que o ministério já disponibilizou uma linha de financiamento no valor de R$ 5 bilhões para projetos de mobilidade urbana nas cidades-sede. Novos recursos para essas obras, segundo ele, vão “depender do aumento da arrecadação”.

Durante a audiência pública, promovida pelas Comissões de Fiscalização Financeira e Controle; Turismo e Desporto; e Desenvolvimento Urbano; Márcio Fortes informou que apesar de ainda não ter sido oficializado um comitê interministerial para gerenciar a organização da Copa de 2014, um grupo de trabalho, reunindo representantes dos ministérios do Esporte, da Casa Civil, da Fazenda e do Planejamento está trabalhando para avaliar os projetos dos estados e dos municípios onde acontecerão os jogos da competição.

Exigência da Fifa
A prioridade para a mobilidade urbana atende exigência da Fifa para que os estádios onde os jogos da Copa serão disputados possam ser evacuados, em caso de emergência, em, no máximo, oito minutos. Em razão disso, Márcio Fortes explicou que o Ministério das Cidades pretende investir na oferta dos mais diversos modais de transporte urbano, como o metrô, o veículo leve sobre trilhos, o veículo leve sobre pneus, além vias exclusivas para ônibus e vias seletivas, como forma de desafogar os gargalos hoje existentes nos trânsito das capitais brasileiras.

Obras atrasadas
O presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, deputado Sílvio Torres (PSDB-SP), manifestou preocupação em relação ao fato de os cronogramas das obras para a Copa de 2014 estarem atrasados. “O prazo para o lançamento dos editais de licitação das obras dos estádios, que se encerrava em agosto, foi adiado. Tudo indica, portanto, que as obras só começarão depois de março do ano que vem. Para agravar a situação, os estados e municípios onde os jogos acontecerão não dispõem dos recursos necessários para as obras e nem de capacidade de endividamento. Tudo indica que estão aguardando que o governo federal resolva a situação”, observou ele.

Apesar de o Ministério das Cidades não integrar o grupo de trabalho que avalia as necessidades de investimentos para a Copa de 2014, Márcio Fortes informou que tem se reunido com os representantes de estados e municípios para conhecer as demandas em matéria de mobilidade urbana e de saneamento básico: “Durante essa reuniões, não constatei nenhuma preocupação com o início das obras”, assegurou o ministro, e sim com as modalidades de parcerias que serão firmadas e em quais setores os investimentos poderão ser realizados”.

Parlamentares da oposição pressionaram o ministro das Cidades, Márcio Fortes, para que ele apresente um cronograma com prazos e custos das obras necessárias à realização do evento. O ministro informou que está terminando as rodadas de negociação com os prefeitos das 12 cidades que sediarão os jogos, que estão apresentando seus projetos, para que eles sejam analisados e possam receber os recursos do ministério.

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