Coordenação dos semáforos e radares não será mais de responsabilidade do Ipuf

Sinaleiras com defeito estão provocando transtornos no trânsito
Sinaleiras com defeito estão provocando transtornos no trânsito

O prefeito Cesar Souza Junior (PSD) decidiu que a coordenação dos semáforos e dos radares de Florianópolis, até então sob responsabilidade do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), será transferida para a secretaria de Mobilidade Urbana da Capital. Cansado dos problemas derivados do rompimento dos contratos com a Focalle, que cuidava dos semáforos, e a Kopp, responsável pelos radares, Cesar entende que o Ipuf deverá focar seu trabalho no planejamento do trânsito e não em sua coordenação e execução.
Agora, o prefeito, que nesta semana espera concluir a reforma administrativa em seu governo e em seguida encaminhá-la para aprovação na Câmara de Vereadores, incluirá no pacote a intenção de tirar os dois serviços de operação do Ipuf, órgão que, assim como Focalle e a Kopp, foram investigados pela PF (Polícia Federal) na Operação Ave de Rapina. A assessoria de comunicação da prefeitura informou que com a transferência da coordenação do trânsito para a Secretaria de Mobilidade, a intenção do prefeito é reforçar a estrutura dentro da pasta.
A Operação Ave de Rapina da PF, desencadeada em novembro do ano passado, foi o nascedouro dos problemas em semáforos e radares da cidade. Em dezembro, com executivos da Kopp e da Focalle, além de ex-servidores do Ipuf, presos por envolvimento no esquema conhecido como Máfia dos Radares, a prefeitura decidiu romper os contratos com as duas empresas.
Desde então, os radares da cidade estão desligados e boa parte dos semáforos não funciona. Em ambos os casos, a prefeitura prepara editais de licitação para contratar novas empresas. Enquanto isso, guardas municipais atuam nos pontos em que haviam radares e os semáforos estão sem manutenção por não ter contratado emergencialmente nenhuma empresa habilitada a realizar esse serviço.
MP cobra funcionamento dos semáforos
O Ministério Público do Estado agendou reunião com a Prefeitura de Florianópolis no próximo dia 18 para tratar sobre o contrato emergencial para a manutenção das sinaleiras, que há dois meses apresentam defeitos (semáforos apagados, piscando no amarelo ou dessincronizados) em vários pontos da cidade. A reunião, comandada pelo promotor Daniel Paladino, vai cobrar uma solução do município e propor um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para impedir que o problema continue gerando transtornos no trânsito da Capital. Nesta semana, a dessincronização do semáforo na Rua Padre Roma, por exemplo, causou filas na Beira-Mar e na Via Expressa.
Os transtornos nas sinaleiras surgiram desde dezembro do ano passado, quando o contrato com a empresa Focalle – responsável pela manutenção e investigada pela Operação Ave de Rapina, da Polícia Federal – foi rescindido. Desde então, a Prefeitura informou que faria um contrato emergencial com outra empresa para a manutenção. Ontem, a assessoria de comunicação da prefeitura informou que na próxima semana o município pretende formalizar a contratação emergencial de uma empresa para cuidar da manutenção dos radares até a conclusão de um novo edital de licitação.
Segundo o engenheiro do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), Lírio Legnani, a Prefeitura vai contratar emergencialmente uma empresa de São Paulo, porém alegou que o contrato ainda “está sendo processado e levado para a comissão gestora assinar”. O atraso na contratação, segundo o engenheiro, se deve à “trâmites legais”. “Tínhamos que esperar o orçamento geral do município ser aprovado para o ano. Sem isso, não tinha como fazer a contratação emergencial”, justificou ao lançar uma data para o processo licitatório. “Ele sai no primeiro trimestre desse ano, ainda”.
Lírio Legnani garantiu que apenas três dos 134 cruzamentos na cidade ainda estão com semáforos piscando no amarelo. “Um na Rua Padre Roma, porque ele está dessincronizado e, por isso, deixamos no amarelo para o trânsito fluir. No cruzamento da Mauro Ramos com a Anita Garibaldi, uma descarga elétrica queimou as placas de potência. Trocamos as placas, mas não resolveu. Estamos averiguando outros possíveis problemas”, disse.
Sobre a reunião com o Ministério Público e o Termo de Ajustamento de Conduta, o Ipuf preferiu não se manifestar.

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