Contrato a vencer e lixo por todo lado

Dia 14 acaba prazo para prefeitura validar nova empresa responsável por coletar resíduos sólidos dos bairros, serviço que segue irregular

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Vence no dia 14 deste mês o contrato emergencial entre a prefeitura de Cuiabá e a Delta Construções, empresa que atualmente recolhe os resíduos domésticos na Capital. Até lá, a Procuradoria Geral do Município acredita que a Comissão de Licitação já tenha julgado o recurso da Limpatech Serviços e Construções, que postergou a escolha da nova firma que fará a coleta de lixo pela cidade.

Enquanto isso, a população enfrenta a deficiência na prestação do serviço. Ontem, as lixeiras que ficam em ruas de bairros como o São Mateus, Renascer, jardins Europa e Paulista, Boa Esperança e Poção amanheceram abarrotadas de sacolas de lixo. Em algumas delas, o resíduo ocupava a calçada atrapalhando o trânsito dos pedestres.

“A situação é essa aí que você está vendo. Lixo para todo lado que você olha. Aqui só estão passando de oito em oito dias. A coisa está feia mesmo”, comentou a dona-de-casa Judith Lourenço dos Santos, 60 anos, moradora do bairro Renascer.

O contrato com a Delta Construções foi firmado em julho do ano passado. A empresa substitui a Qualix, que também vinha operando de forma emergencial e precária. Caso a pendência jurídica não seja resolvida até o próximo dia 14, o secretário de Infraestrutura (Seminfe), Paulo Borges, apontou para a necessidade de o prefeito Francisco Galindo ter que renovar o contrato com a Delta.

Borges reconheceu que a coleta não está regularizada. Por outro lado, o secretário disse acreditar que houve avanços na prestação do serviço. “Hoje, estamos com problemas pontuais. Quando assumi a Secretaria, eram coletadas 300 a 350 toneladas ao dia. Hoje, são cerca de 550 toneladas diariamente”, disse.

Mas, para isso, além dos 20 caminhões empregados pela empresa terceirizada, o próprio órgão municipal tem disponibilizado mais 10 caminhões-caçamba. “Para completar alguns pontos que a empresa deixa de coletar”, observou.

O procurador-geral do município, Fernando Biral de Freitas, informou que até o início da próxima semana a Comissão de Licitação julgará o recurso da Limpatech. “Julgando o recurso (aceito ou não), é marcada nova data para abertura dos envelopes com as propostas”, disse.

A abertura dos envelopes com as propostas das três empresas participantes da licitação foi suspensa em dezembro do ano passado, por irregularidades na documentação. Apenas a Delta apresentou todos os documentos exigidos e foi habilitada. Assim como a Penta Serviços de Máquinas, a Limpatech foi também inabilitada, mas recorreu.

A licitação prevê com a empresa vencedora contrato de locação de caminhões e mão-de-obra. A prefeitura exigirá a disponibilidade de 30 caminhões, sendo 15 deles do tipo “toco” (o tipo que circula atualmente na cidade) e outros 15 “trucados”, de maior capacidade. “São suficientes para atender toda a demanda”, afiançou Borges. O próprio município ficará incumbido de administrar o serviço e fiscalizá-lo.

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