Consultoria para PPP é oficializada

Thatiana Pimentel

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) deu o primeiro passo para a concretização da Parceria Público Privada (PPP) que vai universalizar a rede de esgotos da Região Metropolitana do Recife (RMR). Um empresa suíça de consultoria, a KPMG, acaba de ser contratada, pelo valor de R$ 570 mil, para analisar os estudos realizados pela construtora Andrade Gutierrez, que traçou um plano de investimentos necessários para a expansão da rede em Pernambuco. A KPMG terá, a partir da próxima segunda-feira, 90 dias para avaliar os dados e modelar um contrato que será analisado também por organizações da sociedade civil.

´Vamos verificar qual o real investimento e os prazos necessários de uma PPP para a universalização de rede de esgotos da RMR. Até agora, temos a indicação que o valor total é de R$ 3 bilhões, mas a KPMG irá nos dizer se esse valor pode cair ou não. Com a análise faremos um contrato, que será debatido em uma audiência pública prevista para o mês de maio. Todas as sugestões dessa reunião serão pesadas e poderão entrar no contrato final`, detalhou o secretário de Recursos Hídricos, João Bosco.

O edital para a licitação da parceria será lançado no início de junho e as empresas interessadas terão mais 90 dias para enviar suas propostas para a Compesa. A construtora vencedora deverá ter um prazo de 12 anos para a execução das obras da PPP e mais 18 anos com a concessão da taxa da rede de esgoto de toda a região metropolitana. ´Com as propostas em mãos, consultaremos novamente a KPMG para definir qual o negócio mais proveitoso para o estado. Só após a analise, que deve levar 45 dias, assinaremos o contrato com a empresa vencedora`, ressaltou o secretário.

A construtora que ficar responsável pelas obras da universalização da rede terá então um prazo de cerca de quatro meses para constituir uma empresa 100% direcionada para a PPP. ´Queremos que as obras tenham início já no primeiro semestre de 2012`, enfatizou João Bosco. Ele lembrou também que apesar da parceria, todo o relacionamento da população, assim como entrega e pagamentos de contas, será feito através da Compesa. Hoje, o governo recebe R$ 125 milhões anuais por essa cobrança da rede de esgotamento, que atinge apenas 21% da RMR.

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