Construções de campus e institutos são metas da UFTM.

A Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) está cumprindo rigorosamente o cronograma feito pelo Ministério da Educação. A afirmação é do reitor da universidade, Virmondes Rodrigues Júnior. “Até 2010, uma de nossas metas é a abertura dos cursos de engenharia. O edital já está lançado e serão sete cursos, lembrando que nós já compactuamos seis, mas fizemos um ajuste e estamos distribuindo sete para o início no primeiro semestre de 2010”, afirma, lembrando que as engenharias oferecidas são Ambiental, Civil, de Alimentos, de Produção, Elétrica, Mecânica e Química.
O reitor destaca as metas físicas para a instituição. “Deveremos lançar até a próxima semana o edital de obras do complexo de engenharias de aproximadamente dez mil m², que será construído na Univerdecidade, que contará com 30 salas de aula, 21 laboratórios, biblioteca… Estimamos o prazo de construção dos prédios de engenharia para 18 meses”, informa o reitor. Enquanto as obras não ficarem prontas, as aulas para os alunos das engenharias, que começam no início de 2010, serão oferecidas no antigo prédio do Cesube, “na área anexa a onde vai ser construído o complexo”.
Rodrigues Júnior também destaca que até o final deste ano lançará outro edital para expansão na área da Abadia, do Instituto de Ciências Biológicas e Naturais e do Instituto de Pesquisa e Saúde, além do restaurante universitário e áreas de convivências para os estudantes. Os institutos ficarão anexos ao Centro Educacional da UFTM, na rua Getúlio Guaritá. A construção, afirma o reitor, está prevista para ser entregue em 24 meses.
Já temos disponíveis para investir nessas duas obras algo em torno de R$ 22 milhões, mas acredito que nós vamos ultrapassar um pouco esse limite, já que houve realinhamento de material de construção e especialmente da mão-de-obra. Porém, só o edital, a partir de seu anexo, vai nos permitir levantar com precisão o custo das obras.” Lembra que toda a verba virá do Ministério de Educação, que está pactuada e parte dela já está disponível na conta da UFTM. Neste sentido, Rodrigues Júnior destaca que a universidade tem feito seu papel, cumprido com todas as metas e prazos estabelecidos, o mesmo acontecendo em relação ao MEC.

Laboratórios – Ainda em relação aos cursos das engenharias, o reitor explica que os laboratórios necessários para os dois primeiros anos irão funcionar dentro do próprio Cesube e que na área de construção do complexo de engenharia já está prevista a construção de 21 laboratórios em todas as áreas do conhecimento necessárias. Quanto aos laboratórios dos cursos já em funcionamento, afirma que estão sendo montados e construídos à medida da demanda. “Tem laboratórios que só serão necessários no segundo e terceiro ano de curso. Esses laboratórios ainda não estão completamente montados, mas já estamos cuidando com os professores e coordenadores da aquisição de equipamentos e de materiais de consumo necessários para a consolidação desses laboratórios.”

Servidores – Em relação a servidores e professores para assumir esta nossa fase da universidade, o reitor informa que os concursos já foram realizados este ano tanto para técnico administrativo quanto para docentes. “A posição do MEC é que a autorização de provimento dessas vagas virão ainda este ano de 2009 e a alguns professores já foi dado o provimento. Estamos aguardando até o final do ano que todo o cargo de técnicos administrativos e professores previsto para 2009 já esteja contratado em serviço”, observa.

Fisioterapia – Em relação à construção do Centro de Fisioterapia, uma promessa que vem desde 2004, Rodrigues Júnior afirma que a direção da UFTM e a Fundação de Apoio, a Funepu, trabalharão junto à Secretaria Estadual de Saúde para iniciar o processo licitatório de reforma e ampliação do Centro de Reabilitação. “A secretaria já assumiu isso, já fez os projetos complementares e só falta desencadear a licitação para que a obra seja feita. A construção será feita pelo Departamento de Obras da SES, e não pela universidade, por isso a demora.”

Dinossauros – Apesar de somente agora assumir o Museu dos Dinossauros e o Centro de Pesquisas em Peirópolis, o reitor lembra que já tem mais de três anos que a UFTM desenvolve trabalho na área da paleontologia em Peirópolis, inicialmente em projetos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) na popularização da ciência e agora em projetos da paleontologia propriamente ditos. Lembra que este ano também está trabalhando a Semana dos Dinossauros, que será realizada de 19 a 23 de outubro, e integra a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Destaca que, além de os visitantes conhecerem centenas de fósseis, como o crocodilo Uberabasuchus terrificus, a tartaruga Cambaremys langertoni e a Dino Ave Maniraptora, poderão também conhecer a réplica do maior dinossauro já descrito no Brasil, o Uberabatitan ribeiroi (o gigante de Uberaba), que foi apresentado em 2008 no Rio de Janeiro, mas somente agora será apresentado à comunidade local, após a UFTM ter assumido as instituições. A apresentação oficial será dia 20, às 20h, no Complexo Científico Cultural de Peirópolis, ao lado do Museu dos Dinossauros.
Virmondes afirma que a universidade recebeu o museu e o centro de pesquisas, mas destaca que a Rede Nacional de Paleontologia ainda está em discussão e que o protocolo de acordo está sendo firmado com a Secretaria Nacional de Ciência e Tecnologia, devendo estar concluído até o final do ano, “também para que a inserção da Universidade no complexo de Peirópolis se dê na sua integridade”.

Hospital – O reitor lembra que o Hospital de Clínicas da UFTM conta hoje com aproximadamente 300 leitos e não é suficiente para atender a demanda de uma população de aproximadamente um milhão de habitantes – que é toda a população referenciada para Uberaba dos 27 municípios da regional. Por isso afirma que a implantação do Hospital Regional vai atender em parte essa demanda reprimida. “Porém, se analisarmos de perto todas as projeções, o número total de leitos e de UTI que vai ficar disponível ao SUS ainda é insuficiente para atender toda a região. Quer dizer, nós vamos dar um salto importante, mas o problema não vai estar completamente resolvido, como nunca está, na verdade. A cada passo caminhamos na direção da solução. Esses passos são importantes para completar essa tarefa. Isso vale para a saúde e para a universidade”, avalia o reitor.

Maria das Graças Salvador

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