Construção de viaduto que desabou em BH já era investigada

Suspeitas de superfaturamento, má execução e a formação do consórcio responsável pelos serviços pesam na questão. Prefeitura nega

O conjunto de obras de mobilidade do qual faz parte o viaduto que desabou em Belo Horizonte, no último dia 3, já era alvo de investigação do Ministério Público (MP) de Minas Gerais desde 2012. Suspeitas de superfaturamento na planilha de custos, má execução e a própria formação do Consórcio Integração, que ganhou a licitação para realizar os trabalhos de implantação do sistema Move/BRT na cidade, acenderam a luz de alerta da Promotoria.
Segundo o promotor Eduardo Nepomuceno, com o desabamento do elevado, a investigação sobre má execução das estruturas ganha novos contornos. “O conjunto de obras já era alvo de perícia pedida pela Promotoria ao Crea-MG (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Minas Gerais), pois já haviam ocorrido problemas estruturais em uma estação e em uma via. Agora sobreveio esse desastre e o caso vai ser incorporado à investigação”, afirmou Nepomuceno.
Sobre as suspeitas de superfaturamento, o promotor diz que, de acordo com relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Minas, alguns itens da planilha das obras estavam acima do preço praticado no mercado. A diferença poderia chegar a 350%.
Outro ponto da investigação é a formação do Consórcio Integração, que, em princípio, reunia as construtoras Delta e Cowan. Contudo, a Delta deixou o serviço em 2012, após a Polícia Federal ter apontado ligação de seu proprietário, Fernando Cavendish, com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Ainda assim, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), órgão ligado à Prefeitura de Belo Horizonte responsável pela contratação das empresas, não cancelou o contrato, mesmo com a licitação exigindo a inscrição de consórcios, não de construtoras individuais.
A Prefeitura de Belo Horizonte afirma que já deu “todas as explicações” necessárias aos órgãos de controle e que os indícios de superfaturamento se devem à diferença entre tabelas usadas para o cálculo do valor. A prefeitura ressaltou ainda que as obras passaram por “fiscalização de vários órgãos”. Já a Cowan afirma que contratou uma perícia para avaliar as causas do acidente e os resultados devem sair em 30 dias (das agências de notícias)

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