Consórcio terá verba para melhorar sua imagem

Beto Silva
Gustavo Pinchiaro

O orçamento do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC será incrementado com verba dos sete municípios para contratação de empresa de publicidade. A intenção é inserir propaganda institucional em canais de televisão aberta para fortalecer a imagem da entidade.
A deliberação para abertura de licitação foi aprovada dia 25, em reunião dos sete secretários de Comunicação da região. Atualmente, os municípios repassam, juntos, R$ 4,5 milhões para manter o funcionamento da instituição.
Se colocada em prática, a iniciativa será a primeira com o novo formato do Consórcio, que desde o primeiro semestre do ano passado é órgão público, capaz de realizar concorrências.
E as administrações municipais terão de enviar recursos ao caixa do Consórcio antes da abertura da licitação “em razão da necessidade de reserva de verba”, conforme pauta da reunião de ontem entre os prefeitos, que elegeu Mário Reali (PT-Diadema) presidente. Os Executivos terão de criar a dotação nas respectivas peças orçamentárias.
A série de veiculações de comerciais já tem nome: “Minuto do Grande ABC Paulista”. Estão em curso cotações de valores junto às emissoras de televisão. Segundo levantamentos preliminares, 11 inserções de um minuto cada na Rede Globo sairiam por R$ 590 mil. Seriam feitas propagandas nos intervalos do Fantástico, Jornal Nacional, Bom dia São Paulo e outros programas jornalísticos.
Na TV Record, para veiculação de 38 propagandas, de 15 segundos a três minutos cada, a estimativa é de investimento de R$ 384 mil. Os programas Fala Brasil e Hoje em Dia são alguns dos estudados pelo Consórcio.
No mesmo modelo de publicidade de curta e longa divulgações, 38 chamadas na TV Bandeirantes foram avaliadas em R$ 350 mil. O intervalo do jornal Brasil Urgente está entre as opções.
A discussão sobre a contratação da empresa de publicidade, iniciada no ano passado sob a gerência de Clóvis Volpi (PV-Ribeirão Pires), ficará agora a cargo da gestão Reali à frente do Consórcio.
“Temos de intensificar esse debate, que está nas mãos dos secretários de Comunicação. O objetivo é fortalecer a entidade, mostrar as realizações. Mas há necessidade de aprofundar a discussão”, ressaltou o presidente da instituição regional eleito ontem.
Para o chefe do Executivo de Diadema, o plano de mídia da instituição “pode funcionar como canal de comunicação entre o Consórcio e a sociedade”.
Um dos problemas a serem enfrentados pelo colegiado de prefeitos é o que mostrar na televisão. Poucas ações de âmbito regional têm sido efetivadas nos últimos anos. A saída seria promover realizações das cidades individualmente. Segundo Mário Reali, o conteúdo será definido posteriormente.

Reali descarta Central de Monitoramento do Trânsito

O novo presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, o prefeito de Diadema Mário Reali (PT), descarta a criação da Central de Monitoramento do Trânsito da região. Prevista no planejamento estratégico da entidade discutido na gestão do chefe do Executivo de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), a central será transformada apenas em rede de comunicação entre as unidades de monitoramento de cada município.
Como já havia dito, Reali não considera necessário erguer central física. Os principais problemas de tráfego seriam identificados pelas cidades e no controle de monitoramento de cada uma o andamento seria informado às áreas de divisa, ou vias que afetam municípios vizinhos. “Não precisamos dessa central. Podemos monitorar os gargalos trocando informações”, explicou.
O GT (Grupo de Trabalho) de mobilidade do Consórcio tem o projeto da central pronto para ser executado. A peça, entretanto, será remodelada se depender das diretrizes do novo comandante da entidade.
No primeiro discurso em condição de presidente, Reali afirmou que priorizará as ações incluídas no plano estratégico do GT de desenvolvimento econômico. Uma série de ações foi prevista para ser concluída neste ano. No entanto, se tratam de políticas públicas para fomentar a evolução de Ensino Técnico e expansão de postos de trabalho.
O setor será priorizado, segundo o petista, porque puxará todos os outros como Habitação, Transporte e Educação. “Temos que aproveitar as cadeias produtivas do momento econômico do País. Utilizar os espaços da Unifesp (Universidade de São Paulo) e UFABC (Universidade Federal do ABC) para crescer”, declarou. O incentivo ao Polo Tecnológico na região é o carro-chefe do plano traçado.

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