Confira os primeiros contornos do Campus da UFSC em Joinville.

Construção que pode começar este ano vai privilegiar o verde e espaços de convivência

RODRIGO STÜPP | rodrigo.stupp@an.com.br

A pé ou de bicicleta é que os alunos do curso de Engenharia de mobilidade se deslocarão dentro do campus da UFSC em Joinville. Uma prévia do projeto foi apresentado ontem pela universidade ontem, com destaque para ausência de carros, ao menos na área principal.

O coração do campus será uma grande e redonda praça, com grama, bancos, e espaço para convivência. Ao redor, serão erguidos a biblioteca, o restaurante universitário, o prédio administrativo e as primeiras salas de aula. Essa etapa, de cerca de 5 mil m2 de área aproveitada, precisa ficar pronta até março de 2011. É quando os primeiros 800 alunos do novo campus chegarão.

Em agosto de 2011, a segunda etapa de implantação deverá estar finalizada. Mais salas de aula e alguns laboratórios serão construídas atrás das primeiras. Um ano depois, em agosto de 2012, o projeto do campus inicial estará praticamente pronto.

Os laboratórios mais complexos serão construídos atrás das salas de aula. Parte dessa estrutura ficará no terreno do Sinuelo, área plana de 100 mil m2, bem às margens da BR-101. Em 2014, ano da Copa no Brasil, vai dar para a UFSC finalmente dizer: “Terminamos”.

Nesta fase, moradias estudantis e hotéis de passagem, para professores e pesquisadores precisam estar finalizadas. Haverá também muito espaço para a natureza. A ala norte, de cerca de 300 mil m2, será um parque.

Os lagos previstos também devem ajudar na absorção da chuva. Verdes também serão os limites de todo o campus. Faixas com árvores serão mantidas ou reforçadas para aumentar a barreira do som – o barulho vem especialmente da BR-101.

A construção pode começar ainda em 2009. Vai depender da agilidade da terraplenagem, orçada em R$ 2 milhões. A licitação para esta etapa tem de sair até 4 de novembro. Na obra inicial, será preciso reordenar 15mil m3 de terra.

Até agora, nenhum caminhão de barro foi movido. O campus pioneiro tem pela frente toneladas dificuldades. As mais básicas são o fornecimento de energia, água durante e depois da obra. Ontem, representantes da Celesc, Águas de Joinville, prefeitura e governo do Estado reiteraram o apoio. É preciso ainda pensar questões como tratamento de esgoto, que ainda não foi discutido.

Há problemas complexos e até conhecidos, como a enrolada compra do terreno do Sinuelo. E a mudança de lugar de torres de alta tensão da Eletrosul, que cortam o campus bem no meio.

— Estamos otimistas, há verba, e percebemos um grande esforço de vários setores para viabilizar esse campus —, disse Acires Dias, diretor geral do campus Norte.

Tudo, inclusive a terraplenagem depende de duas ações: a finalização do eixo de acesso sul, que será a porta principal da universidade, e a área do Sinuelo, essencial para a entrada de maquinários para a construção.

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