Comunidade de Blumenau quer que nova licitação assegure transporte de qualidade

Comunidade de Blumenau quer que nova licitação assegure transporte de qualidade
A auxiliar de cozinha Sueli Honório, 35 anos, respondeu ao formulário na manhã de terça-feira
Foto: Gilmar de Souza / Agencia RBS

Qual a sua sugestão de melhoria para o transporte coletivo urbano de passageiros em Blumenau? Essa é a pergunta que a prefeitura está fazendo até o dia 17 de abril, quando acaba o prazo para a participação popular na construção do novo processo licitatório. A opinião dada agora ajudará a definir os rumos do sistema para os próximos anos.

Comunidade de Blumenau quer que nova licitação assegure transporte de qualidade

O Santa foi às ruas ouvir os usuários e disponibilizou um mural em santa.com.br para as pessoas opinarem sobre o que poderia melhorar em Blumenau. As principais demandas da comunidade, até agora, são pela pontualidade nos trajetos e qualidade e higiene dos veículos. Os usuários também acreditam que a nova licitação deve estabelecer ônibus suficientes para evitar a superlotação, principalmente em horários de pico.

O casal João Paulo de Oliveira, 25, e Denise Lach, 26, utiliza o transporte público diariamente. João sente na pele a superlotação dos ônibus – que em outros casos demoram muito para passar nos pontos. Essas são as principais questões, avalia, que a próxima licitação deveria tratar. Ele também diz que os chamados minhocões _ ônibus articulados _ fazem falta no transporte porque acomodam mais pessoas e desafogam o trânsito.

Comunidade de Blumenau quer que nova licitação assegure transporte de qualidade

— Pelo menos as principais linhas que levam até o centro deveriam ter ar-condicionado — completa Denise.

O metalúrgico João Paulo de Oliveira vai além: para ele, um transporte de qualidade também passa pela conscientização da comunidade sobre a necessidade de ceder o assento privativo a quem é de direito e também educação dos cobradores e motoristas.

Pelo retorno da linha do bairro
A auxiliar de cozinha Sueli Honório, 35 anos, respondeu ao formulário na manhã de terça-feira. A moradora do bairro Salto do Norte reclama da extinção da linha Ilha do Salto. Hoje a empresa Piracicabana executa o trajeto junto com a linha Badenfurt, de acordo com ela. A consequência são ônibus lotados e um trajeto mais demorado.

— Foi uma luta para conseguirmos a linha Ilha do Salto. Fizemos até abaixo-assinado — reclama a usuária do transporte.

Sueli também utiliza o Troncal 12, que liga os terminais da Fonte e do Aterro. Para ela, uma nova licitação precisa prever mais ônibus circulando nas ruas. Da maneira que o sistema funciona atualmente, ela garante já ter esperado cerca de uma hora para pegar o ônibus que liga o bairro ao Centro.

O vendedor Robert Ramos, 34 anos, levou os formulários para a família preencher em casa. O morador da Velha Central afirma que a cidade merece veículos mais limpos e novos.

— Antes era melhor e ainda reclamávamos. Hoje os ônibus estão muito sujos, os horários não estão bons e há carros circulando com apenas uma porta — critica.

O presidente do Seterb, Carlos Lange, diz que o contrato fechado com a empresa Piracicabana não deve ser tomado como base de comparação, já que o serviço prestado é emergencial e atípico.

— Não dá para pegar o contrato emergencial e ficar utilizando ele como paradigma sobre o qual se possa construir algo — aponta.

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