Compra de bateria será investigada

Instrumento comprado no ano passado pode ser leiloado ou doado a uma entidade social

A Assembleia Legislativa vai investigar os motivos da compra de uma bateria de cerca de R$ 10 mil em meio a uma licitação para sistemas de sonorização. A sindicância deve ser concluída em 15 dias e vai apontar quem autorizou a compra, quais as justificativas e determinar uma punição que pode chegar até a demissão do servidor.

O presidente da Assembleia, Gelson Merísio (DEM) afirma que o destino da bateria deve ser um leilão ou a doação para alguma entidade. Enquanto isso, o instrumento vai permanecer lacrado e encaixotado.

– A punição a quem autorizou a compra pode ir de uma advertência até a demissão, o que eu não acredito porque não acho que tenha havido má-fé – diz Merísio.

O edital da licitação em que foi incluída a bateria é de agosto do ano passado, ainda na gestão do deputado Jorginho Mello (PSDB).

A bateria, de dar inveja a muitos profissionais, tem pratos de bronze com filetes de prata, um tablado especial com acabamento em carpete cinza grafite e estojos de fibra com acolchoamento interno. Na tarde de ontem, Jorginho Mello não quis comentar a polêmica compra.

– Já falei tudo que eu tinha que falar sobre esse assunto. Vamos fazer uma sindicância e apurar.

Antes, em entrevista ao Jornal do Almoço, da RBS TV, o deputado tentou justificar a aquisição.

“É um programa que existe há muito tempo na Assembleia chamado Santa Catarina Canta e Encanta e era alugado bateria, som, etc. Foi feita uma licitação e dentro da licitação tem um item. Se isso vai ser devolvido, se não vai, é problema do atual presidente da casa”. O programa referido pelo parlamentar não é exibido desde o início de 2005.

Deputado estadual e integrante do conjunto musical Dedos de Davi, Kennedy Nunes (PP) diz não ter conhecimento de eventos da Assembleia Legislativa que justifiquem a compra de uma bateria.

– A maioria dos eventos que acontecem lá são de coral ou outras apresentações que não precisam de bateria. Lembro de bateria só naquele programa Fala, Jovem, da TVAL. Mas as bandas que tocam lá costumam ter bateria. Se fosse para comprar um instrumento, teria que ser um teclado – disse o deputado.

GELSON MERÍSIO, Presidente da Assembleia

A punição a quem autorizou a compra pode ir de uma advertência até a demissão, o que eu não acredito porque não acho que tenha havido má-fé.

upiara.boschi@diario.com.br
UPIARA BOSCHI

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