CMTU abre licitação para comprar 10,6 milhões de sacos verdes

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) publicou nesta semana o aviso de licitação para a compra de 10,6 milhões de sacos verdes para a coleta seletiva. Os fornecedores interessados em participar da concorrência têm até as 8h30 do dia 7 de outubro para protocolar a proposta na companhia. A abertura dos envelopes será no mesmo dia, às 9h, e a empresa vencedora será àquela com o menor preço unitário oferecido, dentro dos critérios exigidos (caso não haja contestação de um ou mais participantes). As cooperativas de reciclagem estão sem os sacos há vários meses.
Previsão
No total, a companhia calcula pagar até R$ 2.737.980,00 pelas embalagens, as quais deverão ser entregues pela empresa vencedora da licitação em pacotes com 100 unidades. O valor máximo está estimado em R$ 25,83 o cento, ou seja, R$ 0,25 por saco verde. O contrato terá validade de 12 meses.
A CMTU quer implantar os sacos verdes num período de 30 dias, na sequência do acordo firmado. A distribuição das embalagens será feita para as cooperativas, as quais terão esse papel, de entrega e orientações para a população, com incentivo ao uso correto dos sacos verdes.
Logística
De acordo com Mauro Andrade, diretor de Operações da CMTU, a entrega nos bairros ocorrerá uma vez por semana. Londrina conta com 220 mil domicílios atendidos, aproximadamente, e a previsão é que cerca de 880 mil sacos plásticos sejam distribuídos aos moradores, todos os meses. O diretor esclarece que o repasse às cooperativas será organizado conforme a área de abrangência de cada uma delas. “Entregaremos material suficiente para 4 semanas, equivalente ao número de residências atendidas. Para otimizar o sistema e economizar recursos, vamos gerenciar o processo, cuidando para que não haja falta ou excesso de embalagens nas casas. Os condomínios verticais, por exemplo, receberão o número de sacos necessários para o volume coletado e não 1 saco para cada apartamento, pois os moradores já descartam o material, separadamente, nas estruturas fornecidas pelo edifício”, explica.
Fiscalização
Além do controle sobre a distribuição, a oferta dos sacos verdes passará por avaliações periódicas, para que a CMTU acompanhe como está o aproveitamento pela população. “A intenção é que nos primeiros 90 dias a gente faça um balanço dos resultados, observando se as embalagens estão sendo dadas aos moradores corretamente e se há aumento expressivo na separação do reciclado, com a participação da comunidade”, salienta Liege Vieira, coordenadora de coleta seletiva da CMTU.
A CMTU iniciará um trabalho educativo porta a porta no retorno dos sacos verdes. A proposta é distribuir informativos personalizados, sobre a separação dos resíduos, dia e hora da coleta por rua e bairro, de forma que a população contribuía e participe da logística, evitando que os sacos fiquem por muito tempo nas calçadas. “Além de promover o acondicionamento adequado dos resíduos, o saco verde servirá como lembrete à população, alertando sobre a importância da reciclagem em “n” fatores. Insistiremos nesse processo de mudança de comportamento, não apenas com os sacos, mas com materiais diversos e orientações por meio dos catadores”, conta Mauro.
Para Liege, o saco verde tornou-se “símbolo” da coleta seletiva em Londrina e tem como principal função a educação ambiental. Porém, se hoje a separação utiliza esse recurso e amanhã outro, como caixas de papelão, ou outros materiais, o mais importante é fortalecer a cultura da reciclagem. “A população se identificou com o saco verde e ele ajudou a estreitar a relação entre morador e catador, gerando um compromisso mútuo. Num dia a pessoa recebe o produto e na semana seguinte, entrega o saco com os reciclados. Porém, precisaremos avançar na conscientização”, diz.
A CMTU aposta que a medida vai facilitar o processo como um todo: separação, coleta, destinação adequada e gerenciamento na Central de Tratamentos de Resíduos (CTR), já que muitos reciclados deixarão de ir, incorretamente, para lá. Contudo, é o engajamento da sociedade que fará diferença, efetivamente. “Não se pode misturar comida, ração animal, lixo de banheiro ou outros com o reciclado. Isso inviabiliza a coleta seletiva e faz com que todo o material “se perca”. Além disso, é uma questão de respeito com o catador. Também deveremos ter mais atenção com os dias e horários da coleta em nossas casas, para que o saco não fique na calçada um dia inteiro, sendo alvo de animais ou mesmo da coleta por clandestinos”, orienta o diretor.
Atualmente, Londrina recicla mais de 8% dos resíduos que produz. Mesmo assim, muitos itens que poderiam retornar à cadeia produtiva acabam indo parar na CTR, por serem misturados com o lixo orgânico e o rejeito. “O retorno do saco verde é um incentivo a mais. Quem não participa da separação correta no momento, pode ficar motivado (ou mesmo incomodado) ao perceber que os vizinhos estão colaborando e o quanto é importante aderir, não apenas pela ótica ambiental, mas pela geração de renda aos catadores. Estamos otimistas de que o londrinense se envolva nessa campanha, para que cidade cresça e continue a ocupar posição de destaque no gerenciamento de resíduos sólidos”, incentiva Andrade.

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