Centro de Convenções será licitado para concessão de uso a partir deste ano

Victor Albuquerque | Redação CORREIO

Antes de realizar o lançamento do edital de licitação para concessão de uso dos Centros de Convenções de Salvador, Ilhéus e Porto Seguro, a Empresa de Turismo da Bahia (Bahiatursa) teve acesso a uma pesquisa que indica o interesse de nove empresas pelos três equipamentos.

Entre elas estaria, inclusive, a GL Events Brasil, responsável pela administração do Riocentro, no Rio de Janeiro, escolhido o melhor Centro de Convenções da América Latina.

Ontem, foi publicado no Diário Oficial do Estado o edital. A abertura dos envelopes das empresas interessadas em gerir os espaços será feita no dia 9 de fevereiro. Com a concessão, o governo deixará de ter despesas com a manutenção e passará a ganhar com a anuidade que será paga pela vencedora. O valor está estipulado a partir de R$ 2,45 milhões anuais.

De acordo com edital, a licitação obedecerá a regra de melhor técnica e preço. O acordo será intransferível e válido por 15 anos, podendo ser renovado uma única vez por mais 15 anos. “Mas isso vai depender do interesse do governo.

Se os resultados forem positivos, poderemos manter o contrato”, explica a presidente da Bahiatursa, Emília Salvador Silva. Segundo ela, a ideia é que a nova gestão seja voltada para captar grandes eventos. “Queremos uma empresa que pense a Bahia como um todo. Essa é a medida certa a ser tomada”, pontua.

Para Emília Silva, a iniciativa vai estimular, principalmente, o turismo de negócios. “A Bahia está em 3º lugar no ranking nacional de realização de eventos e não podemos perder essa posição”.

Pedro Costa, presidente do Salvador Convention & Visitors Bureau (SBCVB) – fundação que prospecta eventos para a cidade -, também vê a mudança como positiva. “A atenção empresarial será bem maior para esses espaços. Isso dará um salto qualitativo fantástico aos equipamentos”. Só no ano passado, o SBCVB captou 80 eventos no Centro de Convenções de Salvador. Para este ano, 60 já estão agendados.

Démodé
Já o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens da Bahia (Abav-BA), Pedro Galvão, critica a decisão. “Nós temos um equipamento totalmente defasado, démodé”. Para ele, tanto o Centro da capital quanto o de Ilhéus e Porto Seguro não atendem às necessidades da Bahia em termos de turismo de negócios.

“O espaço onde acontecem as feiras é pequeno, precisa de reforma. Antes de licitar, era necessário ter feito uma ampliação da área”, disse Costa. Ele completa: “Deploro e lamento que o governo não tenha feito algo nesse sentido. Acredito que, mesmo com nova administração, não vai resolver muita coisa.

Prejuízo
Depois da realização de reformas nas estruturas dos três centros, que resultaram em investimento da ordem de R$ 20 milhões, os locais não conseguiram atrair eventos suficientes para bancar seus custos. Segundo Emília Silva, o governo acumula prejuízos anuais em torno de R$ 4 milhões para a manutenção dos espaços.

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