CENTRO DE CONVENÇÕES podia ter virado uma tragédia

OBRA PARADA, `ELEFANTE BRANCO`, custou quase R$ 15 milhões e até hoje nunca saiu do papel

Um verdadeiro elefante branco. Assim pode ser denominado o Centro de Convenções de Teresina, uma das obras mais esperadas do Estado por sua relevância no que diz respeito à realização de eventos públicos. Após sofrer paralisações, apresentar falhas estruturais e desperdiçar recursos governamentais, a obra tem previsão de término para o final do ano. Porém, esse prazo mostra-se espinhoso já que ainda existem inúmeras dificuldades a serem contornadas no local.

As obras do Centro de Convenções foram iniciadas no dia 16 de fevereiro de 2009. A sua reforma completa deve custar aos cofres públicos cerca de R$ 15 milhões, recursos oriundos do governo do Estado e governo Federal, uma contra partida do Ministério do Turismo. O coordenador do projeto do Centro de Convenções, Firmino Pitombeira, falou ao 180graus sobre toda a problemática. Ele quem explica sobre as responsabilidades da obra parada.

A licitação iniciou em maio de 2008, sendo impugnada, logo em seguida, pela Construtora Tajra Melo. Sete meses depois, o processo de documentação retorna sob coordenação da Central de Licitação da Piemtur. Na abertura do processo houve várias contestações da construtora e tais pontos foram objeto de análise da comissão de engenheiros contratados pelo órgão: Júlio Medeiros, Vitório Filho e João Alberto, este último atual secretário de Planejamento e Coordenação da Prefeitura de Teresina.

QUEM SERIAM OS RESPONSÁVEIS?
De acordo com Firmino Pitombeira, um dos problemas iniciou quando o trio de engenheiros emitiu dois pareceres: um sugestivo e outro conclusivo. No primeiro, os profissionais indicavam que a Piemtur deveria reivindicar algumas planilhas e correções do projeto, e o outro apontava que a construtora seria a Econ, caso estes reparos fossem executados. As dificuldades surgiram quando houve a troca dos pareceres e o que fora enviado ao TCU (Tribunal de Contas da União), foi o sugestivo. Pitombeira responsabiliza a presidente da Central de Licitação do Estado, que coordena a comissão na qual ele faz parte, Yonice Maria de Carvalho Pimentel, pela falha.

1ª PARALISAÇÃO: TROCA DE DOCUMENTAÇÃO
Devido ao problema na troca de documentação, a obra foi paralisada pela primeira vez em 18 de março do ano passado. Por conta disso, o TCU aplicou uma multa no valor de R$ 5 mil para cada membro da comissão, mesmo que o parecer conclusivo tenha sido levado ao Tribunal dois dias depois. no dia 10 de maio, o TCU concedeu parecer favorável para o reinício dos trabalhos.

OBRAS PARAM NOVAMENTE: CREA APONTA FALHAS NA ESTRUTURA
No final de março deste ano, ocorreu a segunda paralisação ocasionado pelo resultado do laudo do CREA-PI (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Piauí), assinado pelo engenheiro José Gomes Machado. Nele foram apontadas falhas estruturais graves, principalmente no painel principal do prédio. Foi solicitado, logo em seguida, reforço estrutural e reparo na obra.A paralisação durou 45 dias.

A empresa chegou a contratar uma equipe de engenheiros da Universidade Federal do Ceará para “grampear” o paredão, que possuía inúmeras rachaduras. No entanto, a Caixa Econômica Federal passou pouco mais de um mês para pagar os serviços, sob alegação de que os preços não constariam no Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil). Dos R$ 432 mil solicitados pela empresa para reajuste do contrato, a Controladoria autorizou apenas 17% deste valor. Para o reforço estrutural e reparo, o Governo do Estado terá que pagar para a Econ ainda nesta semana quase R$ 1 milhão.

TRAGÉDIA INTERROMPIDA: POR POUCO PAREDÃO NÃO CAIU
O coordenador da obra fez uma revelação que causa, no mínimo, espanto em quem freqüenta a área próximo à avenida Marechal Castelo Branco. “As pessoas corriam risco. Aquele paredão virado para a Assembleia poderia ter caído, ocasionando uma grande tragédia”, declarou Firmino Pitombeira. Ele explicou que existe um desnível de 2,77m com a parede que fica voltada para a Alepi, fato indicado no parecer conclusivo dos engenheiros contratados pela Piemtur.

O antigo paredão tinha 5,8 metros de altura, enquanto que a atual vai ter 14 metros.

CONSTRUTORA SÓ TRABALHA COM VINTE OPERÁRIOS NA OBRA
Atualmente, quem está à frente das obras é a Econ Construtora e Incoporadora. O engenheiro responsável é o cearense Eugênio Sousa, que é da equipe de São Paulo.

Apenas vinte operários trabalham no local, que deve receber reforço em breve, com o intuito de acelerar os trabalhos. A fiscalização está sendo feita pelo próprio governo estadual, comandada pelo engenheiro Bertolínio Madeira Campos.

A Econ Construtora é a mesma empresa que trabalhou na Estação da Luz e no Mercado de são José, ambos no Estado de São Paulo.

O QUE FALTA PARA CONCLUIR A OBRA?
R$ 14. 867.002. Este é o valor que falta para concluir o Centro de Convenções. Os recursos virão do Governo do Estado e do Governo Federal. O Ministério do Turismo deverá liberar o dinheiro apenas depois das eleições. “Falta chegar o dinheiro do imobiliário, cenotécnica, parte do setor de ar-condicionado e da construção civil. Mas tudo isso deve sair depois das eleições”, garante Firmino Pitombeira.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Pesquise as licitações no seu segmento agora

    Preencha seus dados para concluir a pesquisa

    Confira quantas oportunidades de venda existem no momento.
    Digite nome, e-mail e telefone para ver os resultados.





    Oportunidades de negócio esperando por você

    Aproveite o nosso período de teste gratuito e tenha sucesso no mercado de licitações.

    Licitações e dispensas