CDHU custeará obra no Toyama.

CAROLINE LOPES

Depois de anos de reclamações, finalmente a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) resolveu custear obras para corrigir problemas de infraestrutura no Conjunto Toyama, ocupado em 1998. Ontem, em encontro na Capital, o diretor da Compahia, João Albulkater, recebeu o deputado Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS) e moradores do empreendimento, construído pela estatal. Durante a reunião, ficou acertado que por uma emenda parlamentar do deputado serão aplicados R$ 3 milhões no condomínio de 780 apartamentos. A previsão é a de que as correções tenham início em janeiro.

Os moradores reclamam de problemas que, segundo eles, teriam origem em falhas na construção. Eram motivos de insatisfação o entupimento da tubulação de esgoto, escadas que dão choque e infiltrações, entre outros. Em abril de 2008, num investimento de R$ 117 mil, a CDHU resolveu corrigir as infiltrações, aplicando técnicas de impermeabilização no telhado. Algo deu errado durante as obras e as infiltrações não cessaram. “O problema piorou e os apartamentos do último andar foram alagados. Estragaram móveis, eletrodomésticos e até o sistema de monitoramento por câmera”, diz a presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Toyama, Irene Torres.

Segundo ela, na próxima semana, técnicos virão à Cidade para definir quais intervenções serão feitas. “Eles ainda não detalharam o que será e o que não será arrumado. Quando eles vierem, será elaborado um cronograma. A CDHU deixou bem claro que, depois deste investimento de R$ 3 milhões, ela não terá mais nenhuma responsabilidade sobre o condomínio”.

Irene comemorou o resultado. “Estou muito feliz porque o Gondim conquistou essa vitória para nós”. Por outro lado, ela está preocupada com a seleção das obras que irão compor o pacote de investimento. “As escadas continuam dando choque em dias de chuva. Em outra reunião, que não foi esta de hoje [ontem], falaram que iriam trocar os corrimões. Agora resta esperar para ter a confirmação”.

Já Gondim, atribuiu, entre outros fatores, ao sucesso da negociação o fato de ser correligionário do secretário de Estado da Habitação, Lair Alberto Soares Krähenbühl, a quem Albulkater é subordinado. “O secretário Lair é do PPS e se sensibilizou com os moradores do Toyama. Inclusive, ele vai exigir que a empresa que fez a impermeabilização do telhado refaça os serviços. A verba é de uma emenda minha e já está liberada para o conjunto. A licitação será feita nos próximos meses para que as obras tenham início em janeiro”.

Além do Conjunto Toyama, outros condomínios da CDHU também apresentam problemas na Cidade. “Estamos à disposição dos outros moradores, mas eles precisam se organizar. Não dá mais tempo para liberar verba neste ano, mas a gente vai lutar para o ano que vem”, disse o parlamentar.

Albulkater, durante o encontro, fez questão de deixar explícito que a verba será destinada, exclusivamente, para resolver os problemas nas áreas comuns do Conjunto.

“Esses serviços de reparos que vamos fazer é para os problemas encontrados nas áreas comuns do condomínio. Dentro da moradia [apartamento] não podemos fazer nada porque lá quem cuida é o proprietário. O importante é que cada um conserve o que tem”, concluiu Albukater.

Em 2007, a Companhia prometeu investir R$ 2,6 milhões em reformas de conjuntos na Cidade que, na época, tivessem mais de cinco anos de construção, sob a condição de consertar somente os problemas resultantes de falhas na construção. Obras foram realizadas, mas parte das reclamações persistiu.

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