Caveirão: do Rio para SP

Veículo blindado será usado pelo Gate em tiroteios, resgates e em patrulhamento de áreas ocupadas por criminosos. Modelo será inspirado no carro usado pelo Bope, desde 2002, em favelas cariocas
TAHIANE STOCHERO
Oito anos após a Polícia Militar do Rio de Janeiro começar a usar veículos blindados para incursões em favelas, o famoso Caveirão, a PM paulista também terá o seu modelo.

O carro, que ainda não tem nome e é apenas um projeto inicial, será empregado pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) em ocorrências de tiroteios, resgates ou necessidade de emprego tático de proteção para os policiais.

A tropa dos Comandos e Operações Especiais (COE), especialista em infiltração e patrulhamento em áreas ocupadas por criminosos e de difícil acesso, também irá utilizar o carro, que será à prova de tiros de fuzil e metralhadoras.

O objetivo é ter um carro de assalto, como se diz no jargão militar, que sirva para entradas táticas e conquistas de locais dominados por bandidos, sequestradores ou terroristas.

A PM quer evitar comparações com a versão fluminense e não quer que o seu modelo seja chamado de Caveirão – nome dado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em 2002, quando a tropa de elite do Rio adquiriu seu primeiro veículo – porque a caveira é o símbolo do Bope.

A expectativa é de que a licitação para a compra do veículo seja publicada no Diário Oficial do Estado até janeiro de 2011.

Por enquanto, os policias militares analisam o melhor chassi (estrutura) para o veículo. No Rio, o Bope usa o Mercedes Benz de nove toneladas com tração em só duas das quatro rodas. O ideal é que o blindado tenha tração nas quatro. E é uma empresa paulista, a Blindadora Paulista Inbrafiltro, de Mauá, que desenvolve novos protótipos para o Bope, entre eles veículos leves mais ligeiros, os VBL, de seis toneladas.

Para o ex-secretário Nacional de Segurança Pública, coronel José Vicente da Silva Filho, há a necessidade da PM de São Paulo ter veículos blindados como o Caveirão. “Para a Copa do Mundo, a polícia tem que estar preparada para cenários ruins, como terrorismo e ação de grupos armados internacionais. É um evento internacional, onde não podemos dar vexame”, diz o coronal. “Precisamos ter tecnologia e recursos para responder às possíveis ameaças”.

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