Casan apresenta ações para sistema de esgoto de Florianópolis

Investimento será no valor de R$ 331 milhões, segundo a companhia.
Prefeitura afirmou em nota que vai analisar o teor do documento.

Casan apresenta ações para sistema de esgoto de Florianópolis
Esgoto lacrado na sexta (22) se misturava à rede pluvial na Praia dos Ingleses, em Florianópolis (Foto: Larissa Vier/RBS TV)

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) entregou no início da tarde desta segunda-feira (25) à Prefeitura de Florianópolis uma relação de 33 ações para os sistemas de esgotamento sanitário (SES) do município, com foco principal no Norte da Ilha.

Segundo a Casan, o documento, de seis páginas, atende à solicitação da prefeitura sobre as questões de balneabilidade da cidade.

São seis ações emergenciais já efetivadas em função taxa de irregularidade de 57% nos imóveis de Canasvieiras e Cachoeira do Bom Jesus, no Norte da Ilha;

Mais seis propostas de ações e melhorias a serem implementadas a partir desta segunda, mais 14 ações realizadas nos últimos quatro anos e ainda o plano de investimento, que deve estar concluído até 2018, segundo a Casan, com sete grandes obras do sistema de esgotamento sanitário.

Todas as ações, conforme solicitação da prefeitura, estão com cronograma de execução, informou a companhia.

As principais ações a ser implantadas a partir desta segunda são:
1. Desativar os extravasores no Norte da Ilha. A Casan convidará a prefeitura e a Fatma para, após a temporada, decidir onde e como instalar os dispositivos de segurança previstos em lei e licenciados pelo órgão ambiental;
2. Coordenar um novo modelo para os serviços prestados pelas empresas limpa-fossa;
3.  Aumentar os recursos financeiros e ampliar o número de equipes para o Programa Se Liga na Rede para intensificar as ações de fiscalização;
4.Firmar parceria com a prefeitura, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Sapiens Parque para manter drenados os canais que levam ao Rio Papaquara;
5.Reavaliar todas as redes de esgotamento sanitário do Norte da Ilha após redefinição, por parte da prefeitura, das estimativas populacionais da região;
6.Para garantir a execução e a transparência das ações acima, a Casan convidará representantes da Prefeitura e do Conselho Municipal de Saneamento para formar o grupo de controle e monitoramento deste plano.

O documento também enumera seis ações realizadas emergencialmente diante da superlotação dos imóveis da região, do alto índice de irregularidades nas ligações à rede de esgoto e das chuvas intensas registradas na virada do ano:

1.Implantação de emissário terrestre para ampliar capacidade de bombeamento da Estação Elevatória do Rio do Brás, sobrecarregada devido a ligações pluviais indevidas na rede de esgoto;
2.Desativar o extravasor do Rio do Brás;
3.Monitoramento ambiental diário da água em oito pontos nas proximidades do Rio do Brás: canais, praia e efluente da Estação de Tratamento de Esgoto de Canasvieiras;
4.Assessoria técnica gratuita a proprietários dispostos a regularizar as ligações de seus imóveis;
5.Reforço na segurança da Estação Elevatória, com novo muro de concreto, cerca elétrica e câmera de monitoramento para evitar novos atos de vandalismo;
6. Implantação de unidade de tratamento com cloreto férrico na estação de tratamento de esgoto (ETE) para garantir qualidade na remoção de matéria orgânica e fósforo do efluente final.

De acordo com a Casan, o documento relaciona todos os investimentos em sistemas de esgoto em andamento ou com recursos assegurados, que vão deixar a cidade com índice superior a 70% de coleta e tratamento até o ano 2018:

1.Ampliação SES Ingleses/Santinho, com implantação de nova estação de tratamento de esgoto e rede, no valor de R$ 69,8 milhões. Abertura das propostas de licitação em 24 de fevereiro;
2.Ampliação da ETE Canasvieiras, com implantação de uma unidade modular com tratamento terciário e capacidade de 100 litros por segundo, no valor de R$ 8 milhões, que estará em operação em 2016;
3.Implantação do SES Lagoinha, no valor de R$ 4,5 milhões, cuja operação está prevista para 2016 ainda;
4.Ampliação SES Saco Grande com implantação de ETE e rede (bairros João Paulo, Saco Grande, Monte Verde, Cacupé, Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui), no valor R$ 85 milhões, com licitação prevista ainda para o primeiro semestre;
5.Ampliação do SES Insular (inclusão dos bairros José Mendes, Itacorubi, Parque São Jorge, Córrego Grande e Pantanal) com ampliação da ETE Insular com investimento de R$ 83 milhões, com licitação prevista parta o segundo semestre;
6.Implantação do SES Sul da Ilha, com execução da ETE Rio Tavares com tratamento terciário, colocando em operação a rede coletora do Campeche. Investimento total de R$ 65,5 milhões, cuja licitação está prevista para o primeiro semestre deste ano;
7.Ampliação do SES Continental Integrado (bairros Abraão e Capoeiras) no valor de R$ 16 milhões, que vai deixar a área continental de Florianópolis próxima a 100% de cobertura ainda em 2016.

O valor somado de todas as ações e obras é na ordem de R$ 331 milhões. Os recursos estão assegurados, conforme a Casan. As fontes de financiamento incluem bancos e verbas do governo federal.

Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Florianópolis afirmou que vai analisar o teor do documento encaminhado pela Casan, além dos novos dados colhidos em campo pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), Vigilância Sanitária municipal e Secretaria de Habitação e Saneamento.

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