Cantareira pode ter acréscimo de 40 bilhões de litros com 4º volume morto

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), confirmou nesta quarta-feira (11) a existência do quarto volume morto no Sistema Cantareira. A estimativa é de que a nova reserva técnica tenha 40 bilhões de litros e que elevaria o nível do reservatório em cerca de 4 pontos percentuais.
“Na estação de Piracaia que é de Cachoeira, se verificou que abaixo do chamado [nível] zero, você ainda tem uma reserva de água, que poderá ser utilizada uma parte dela sem obras de engenharia e outra parte com obras de engenharia”, disse Alckmin.
Em janeiro, a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) já havia confirmado que estuda usar o 3º volume morto disponível na represa Atibainha.
“O uso depende também de aprovação da Agência Nacional de Águas (ANA). O volume corresponde a 41 bilhões de litros de água”, informou a companhia. “Seria o último recurso”, afirmou o presidente da Sabesp, Jerson Kelman.
O Cantareira é formado por cinco represas – Jacareí, Jaguari, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro – e tem capacidade total em torno de 970 bilhões de litros de água. O sistema abastece 6,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo e opera com 6,4% nesta quarta-feira após a oitava alta de nível em fevereiro. O nível leva em conta duas cotas do volume morto exploradas pela Sabesp.
Dessalinização
O governador de São Paulo também afirmou que os custos do projeto e a altitude da região metropolitana em relação ao mar são “problemas” para adoção da dessalinização da água do mar do litoral paulista para amenizar a crise hídrica.
Em novembro, em visita ao litoral, o governador já havia dito que a dessalinização chegou a ser cogitada pelo governo. Nesta quarta-feira (11), ele não descartou a possibilidade. “Essa é uma hipótese que o presidente da Sabesp está avaliando”, afirmou.
O governador não detalhou custos ou formato, mas no governo a estimativa é de gastos de cerca de R$ 1,5 bilhão. O formato cogitado é a parceria público-privada (PPP), no qual uma empresa explora o serviço.
Entretanto, Alckmin ressaltou que a alternativa é cara. “Se nós estivéssemos à beira mar, em Santos, Rio de Janeiro ou Salvador, seria bastante factível. O problema a 700 metros de altura é o custo, que você vai ter para dessalinizar e transportar até São Paulo”, afirmou o governador.
O custo da energia elétrica pode ser outro impedimento para o projeto. A eletricidade seria utilizada para alimentar as bombas que enviariam a água. “Então, 700 metros de atitude com a energia elétrica subindo do jeito que está subindo vai encarecer muito”, disse o governador.
Rodízio
O governador novamente negou que exista uma definição sobre a adoção do rodízio. “Não há nenhuma decisão em relação ao rodízio. Essa é uma questão técnica, avaliada pela Sabesp que precisa ser preparada, e tudo isso está sendo feito, para se houver necessidade”, destacou ele.
“O rodízio é consumir menos água, se nós conseguirmos isso sem fechar a torneira é melhor”, disse Alckmin. Ele ressaltou que o bônus gerou economia de 100 milhões de litros de água.

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