Câmara de Vereadores agenda sessão de julgamento de Martini para segunda.

Em relatório de 544 págfinas, Comissão Processante recomendou a cassação do mandato do prefeito
Edmundo Pacheco
epacheco@odiariomaringa.com.br

A Câmara de Sarandi realizará na segunda-feira (1º) a sessão especial de julgamento do prefeito Milton Martini (PP). A data foi marcada no final da tarde desta terça-feira (23) pelo presidente da Casa, Cilas Souza Morais (DEM), depois de várias reuniões com vereadores e membros da Comissão Processante (CP). A sessão deve começar às 8 horas da manhã do dia 1º de março e a previsão é de que dure pelo menos 9 horas. O processo contra Martini tem 544 páginas.

A CP entregou o relatório final – com 60 páginas – na segunda à noite e, depois de analisar todas as denúncias e ouvir cerca de 20 testemunhas, recomendou a
cassação do mandato do prefeito. Segundo Morais, a ideia inicial era marcar a sessão para o sábado de manhã, mas depois de uma reunião com a Polícia Militar optou-se por começar o julgamento em horário comercial, “para evitar tumultos e a PM ter condições de garantir a segurança de todos”.

Para o relator da CP, vereador Aparecido Biancho (PT), os vereadores não terão trabalho para chegar a uma decisão sobre o destino do prefeito. “O relatório da comissão, que não é meu e foi aprovado por unanimidade, é muito consistente”, garantiu Biancho, lembrando que foram ouvidas todas as testemunhas e obedecida toda a legislação. “Fizemos tudo dentro da legalidade, conseguimos as provas necessárias e chegamos à conclusão de que as irregularidades cometidas pelo prefeito são passíveis de cassação”, completou.

Acusação
Martini é acusado de comprar, sem licitação, produtos agropecuários na loja do seu ex-chefe de Gabinete, Ailson Donizete de Carvalho. Foram dez bombas costais para passar veneno, dez garrafas térmicas e 150 litros de herbicida, que somaram R$ 7,7 mil. O prefeito disse que não sabia que a loja era do secretário e que, quando soube, devolveu o dinheiro aos cofres municipais.

Carvalho desmentiu o prefeito, dizendo que eram amigos há anos e que o prefeito frequentava sua loja e sua casa, além de ter autorizado a compra. Martini também é investigado pelo Ministério Público em pelo menos 46 inquéritos, além de responder a três processos na Justiça: um por ato de improbidade administrativa (Processo nº 1026/2009), uma ação cautelar de afastamento de cargo (Processo nº 1033/2009) e uma ação civil pública (Processo nº 968/2009).

Em dezembro, o prefeito chegou a ser afastado do cargo pela Justiça, segundo a denúncia do Ministério Público, por estar coagindo servidores municipais que testemunhavam contra ele nos processos. Martini retornou ao cargo uma semana depois de ter sido afastado, com uma liminar obtida no Tribunal de Justiça.

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