Cagece pretende captar R$ 794 milhões com o PAC 2

Do total dos recursos pleiteados, R$ 275 milhões, ou 34,6% dos recursos, deverão ser aplicados em Fortaleza

Com apenas 53% dos domicílios de Fortaleza servidos com rede de esgotamento sanitário e com perdas de 25% no sistema de abastecimento de água da capital, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) apresentou ontem, ao Ministério das Cidades, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC – II) pleito de R$ 794 milhões, para custear obras de saneamento básico em várias cidades. Desse total, R$ 275 milhões, ou 34,6% dos recursos são para expansão dos serviços em Fortaleza, Itaitinga e Cascavel, na região metropolitana.

Nesse pacote, que compreende o grupo I, para cidades com mais de 70 mil habitantes, foram apontados projetos de esgotamento sanitário de Itaitinga, para fornecimento de água bruta para Cascavel e mais dois projetos de ampliação da vazão de água potável à capital. Esses projetos são importantes, destaca o diretor de operações da Cagece, Andre Facó, para suprir a demanda de água de Fortaleza, cujo consumo deve crescer cerca de 50% nos próximos 20 anos, saltando dos atuais oito metros cúbicos por segundo, para 12 metros cúbicos por segundo, em 2030.

Evitar perdas

Mais do que ampliar a rede de distribuição da cidade, cuja cobertura de água é de 97%, os projetos submetidos à aprovação do Planalto são para redução das perdas de água da ordem de 25%, o equivalente a dois metros cúbicos, por segundo, em Fortaleza. “As maiores perdas são por furto, devido a ligações clandestinas”, justificou Facó, sem esconder problemas de vazamentos na rede de distribuição e em medidores antigos, que geram prejuízos de milhões à Companhia.

Ainda no Grupo I, estão concorrendo a recursos do PAC II, projetos de ampliação do sistema de esgotamento sanitário das bacias dos rios Cocó e Siqueira. No Grupo II, que contempla cidades com população entre 50 mil e 70 mil habitantes, há pleitos para construção de redes de esgoto em Tauá, e em Viçosa do Ceará, na Serra da Ibiapaba.

Universalização

Na busca por ampliar a rede de esgoto de pequenas cidades do interior cearense, a Cagece habilitou 27 projetos, no valor total de R$ 140,6 milhões para implantações e ampliações de sistemas de abastecimento de água e outros 22, para esgotamento sanitário, no valor de R$ 351,79 milhões, totalizando R$ 492,4 milhões, para 108 municípios. Conforme disse Facó, todas essas cidades são integrantes do Grupo III, com população inferior a 50 mil habitantes.

A Cagece cadastrou ainda, 157 pleitos de “Elaboração de Projetos de Sistemas de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário”, como forma de garantir recursos Federais para confecção de novos projetos, em caso de abertura de novas fontes de financiamentos.

De acordo com ele, as propostas serão agora analisadas pela Funasa (recursos não onerosos) e Ministério das Cidades (financiamento), obedecendo a um calendário divulgado nacionalmente. “Acreditamos que entre a aprovação dos projetos e contração dos financiamentos vai levar uns cinco meses, até partirmos às licitações por concorrência pública”, avalia Facó. As obras, porém, estima, só deverão ser iniciadas, “se tudo transcorrer bem”, no primeiro trimestre de 2012.

CARLOS EUGÊNIO
REPÓRTER

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