BNDES estuda programa de financiamento para Olimpíada

RODRIGO VIGA GAIER – REUTERS
O BNDES deve anunciar em breve a liberação de recursos para construção de arenas e centros de treinamento e a compra de equipamentos esportivos para os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, segundo fontes do banco.

Um programa de financiamento começou a ser idealizado para a Olimpíada envolvendo o banco e os governos federal, estadual e municipal, além da Autoridade Pública Olímpica (APO) — entidade responsável por coordenar as ações governamentais para os Jogos.

“O banco já apoia a Copa e vamos na mesma batida para as Olimpíadas”, disse à Reuters uma fonte no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, acrescentando que o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o ministro do Esporte, Orlando Silva, podem anunciar em breve novidades sobre o tema.

A ideia é que o banco financie obras de arenas esportivas e centros de treinamento que possam ser usados tanto na preparação para o Jogos quanto durante a realização do evento em 2016. “Não se pensa em financiar atletas ou equipes. É infraestrutura”, disse a fonte.

Segundo um outro membro do BNDES envolvido nas negociações, a aprovação pelo Congresso da Autoridade Pública Olímpica (APO) e a indicação do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para assumir o cargo devem ajudar a acelerar as discussões nesse sentido.

Os valores do programa e as condições de financiamento ainda não foram definidos. “Isso depende muito do pacto federativo que envolve município, estado e governo federal”, disse à Reuters uma fonte graduada do banco.

“Assim que houver essa formalização vamos definir bem o nosso papel e como o banco poderia entrar com financiamento público. Ainda não definimos o modelo a ser utilizado, mas com a chegada da APO o processo deve acelerar bastante e ganhar metas de responsabilidade”, acrescentou.

O BNDES lançou no ano passado um programa de financiamento no valor total de 4,8 bilhões de reais para obras de modernização e construção dos estádios que serão usados na Copa do Mundo de 2014.

A maioria das cidades selecionadas para o Mundial requisitou empréstimos, mas foram detectados alguns problemas nos processos de licitação, contratação de fornecedores e detalhamento de projetos que atrasaram a liberação de recursos.

Um dos casos mais emblemáticos é do Maracanã, estádio escolhido para ser a final do Mundial. As obras foram orçadas inicialmente em 705 milhões de reais, mas devem ultrapassar a casa de 1 bilhão de reais devido a problemas descobertos recentemente na cobertura do estádio, que terá que ser refeita e não apenas restaurada.

“Garantimos que tudo estará pronto até a Copa das Confederações em 2013. Todos os esforços são nesse sentido”, disse o secretário estadual de obras do Rio, Hudson Braga.

Além dos estádios, o BNDES também participa indiretamente na preparação do Rio e do Brasil para a Copa de 2014 com financiamentos para obras estruturantes como vias expressas, metros, rede hoteleira e outros.

(Edição de Pedro Fonseca)

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