Bernardo reconhece necessidade de aumento de capital do BID.

Madri, 7 out (EFE).

– O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje à Agência Efe que o Brasil reconhece a necessidade de ampliação de capital do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para financiar os países da América Latina e do Caribe e, por isso, é favorável à demanda.

Bernardo está em Madri justamente para participar nesta quinta-feira de uma Assembleia de Governadores do BID convocada para debater o processo de ampliação de capital.

Em março passado, em Medellín, na Colômbia, os diretores do BID propuseram na 50ª assembleia uma ampliação de US$ 180 bilhões de capital para garantir os empréstimos aos países da região.

Em entrevista à Efe nesta quarta-feira em Madri, Bernardo explicou que a partir da proposta inicial de capitalização foram traçados vários cenários, porém com quantias que oscilavam de US$ 120 bilhões a US$ 150 bilhões.

Paulo Bernardo assegurou que o Governo não fez exigências específicas de dinheiro ao BID nem ao Banco Mundial, mas reconheceu que alguns estados como São Paulo, Bahia e Rio, além do setor privado precisam de recursos para financiar infraestrutura.

“Para nós, a capitalização (do BID) seria muito importante porque permitiria atender essas necessidades”, assegurou.

Ele referiu-se ainda aos Jogos Olímpicos no Rio em 2016 e destacou que a cidade precisará de grandes investimentos em infraestrutura, hotelelaria, obras viárias, transporte coletivo e, sobretudo, no tratamento de água e esgoto urbano.

Entre os empreendimentos que demandam financiamento está a licitação dos 540 quilômetros do trem de alta velocidade que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro. A expectativa é que o meio de transporte esteja pronto para Copa do Mundo, em 2014, dois anos antes das Olimpíadas.

A licitação para a obra deve sair entre o final deste ano e o início de 2010.

Ressaltou ainda a preocupação do país em promover o desenvolvimento respeitando o ambiente e destacou um projeto do Governo enviado ao Congresso sobre zoneamento do plantio de cana-de-açúcar no país, para produção de etanol, indicando onde pode ou não cultivar o produto.

O objetivo principal é proteger áreas como a Amazônia e o Pantanal e outras regiões consideradas frágeis ambientalmente.

“Trata-se de uma preocupação muito grande porque temos a maior biodiversidade do planeta, não há nenhum país com o volume de florestas protegidas que tem Brasil”, acrescentou. EFE EFE jnr/dm

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